A troca de ministros no Governo, que deve começar com a saída de Nísia Trindade, do Ministério da Saúde, pode abrir mais espaço para o Centrão. A ideia do governo é, com essas trocas, aumentar a rede de apoios para a eleição em 2026.
No Ministério da Saúde, os servidores estão em compasso de espera. A ida de Alexandre Padilha para o lugar de Nísia Trindade já é dada como certa. Segundo interlocutores do governo, o anúncio deve ocorrer antes do carnaval.
Nísia já teria reclamado a secretários mais próximos do processo de “fritura” que vem há cerca de uma semana.
A secretaria-geral deve ter Gleisi Hoffmann no lugar de Márcio Macedo e, com a ida de Padilha para o Ministério da Saúde, a secretaria de Relações Institucionais também terá mudanças. O PT sofre pressão para reduzir abrir espaço para o centrão na articulação política.
Entre os cotados, estão Silvio Costa Filho, do Republicanos, atual ministro de Portos e Aeroportos, visto no Congresso como ‘perfil pacificador’. No Planalto, mantém boa relação e tem a simpatia do presidente.
Isnaldo Bulhões, líder do MDB na Câmara, é forte entre os partidos de centro, mas enfrenta resistências no governo.
Alexandre Silveira entrou na lista dos mais cotados. O atual ministro de Minas e Energia é do PSD de Gilberto Kassab, partido que mais cresceu nas eleições municipais. Tê-lo dentro do Planalto poderia ajudar a negociar apoios para a eleição de 2026.
A vaga no Ministério de Minas e Energia abriria espaço para Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado.
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