Jornal da Band

Homem que arrastou ex por 400 metros tem histórico de crimes de gênero

Crime ocorreu em Morro do Pilar após o suspeito não aceitar o fim do relacionamento; a vítima Luciara Fernandes dos Santos está internada em Belo Horizonte

Da redação
DA REDAÇÃO

17/02/2026 • 18:57 • Atualizado em 17/02/2026 • 18:57

A Polícia Civil de Minas Gerais busca Ramon Augusto de Matos, de 37 anos, suspeito de atropelar e arrastar a ex-namorada por cerca de 400 metros com um carro. O crime aconteceu na madrugada do último domingo (15), na cidade de Morro do Pilar, localizada na região central do estado. Segundo o relato de testemunhas e familiares, o agressor passou com o veículo por cima da vítima duas vezes antes de fugir do local.

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A vítima, identificada como Luciara Fernandes dos Santos, de 27 anos, sofreu uma fratura na tíbia e diversas escoriações pelo corpo devido à violência do impacto e ao trajeto em que foi arrastada.

O namorado atual de Luciara, Euder Calazans, relata que a perna da vítima ficou presa entre o paralama e o pneu do automóvel enquanto o suspeito acelerava. Luciara foi transferida para um hospital em Belo Horizonte e, de acordo com boletim médico divulgado pela família, o estado de saúde dela é considerado estável.

Histórico de violência e investigação

As investigações preliminares apontam que Ramon Augusto de Matos não aceitava o término do relacionamento com Luciara, ocorrido há cerca de quatro meses. O casal manteve um vínculo por menos de um ano e, durante esse período, não houve registros formais de agressões físicas. No entanto, a conduta do suspeito após a separação culminou na tentativa de feminicídio registrada no último final de semana.

O delegado David Nascimento afirma que o suspeito já possui um histórico criminal relacionado a crimes de gênero. Em consultas ao sistema policial, a corporação identificou que Ramon é alvo de registros anteriores de violência doméstica e familiar. Inclusive, uma ex-namorada anterior do investigado já havia solicitado medidas protetivas de urgência baseadas na Lei Maria da Penha contra ele.

A mãe da vítima, Ana Lúcia da Silva Santos, faz um apelo por justiça e expressa o temor da família com o agressor em liberdade. Para os parentes, a permanência de Ramon solto representa um risco contínuo para Luciara e para outras mulheres. A Polícia Civil mantém as buscas pelo paradeiro do homem, que é considerado foragido desde a noite do crime.