Jornal da Band

Hotéis flutuantes em Belém oferecem 6 mil vagas para atender alta demanda da COP30

Governo Federal contratou dois navios de cruzeiro com 3 mil cabines para suprir a falta de hospedagem durante o evento na capital paraense

Roberta Scherer
ROBERTA SCHERER

10/11/2025 • 21:34 • Atualizado em 10/11/2025 • 21:34

Com a realização da COP30, que atrai cerca de 50 mil pessoas a Belém, no Pará, a falta de hospedagens levou o Governo Federal a contratar navios de cruzeiro para funcionar como hotéis flutuantes.

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Os dois navios gigantes oferecem 3 mil cabines, com capacidade para hospedar cerca de 6 mil pessoas. A contratação foi uma solução emergencial, dada a grande quantidade de participantes que vieram à cidade.

A bordo, o navio-hotel é climatizado e oferece diversos confortos, como piscina, academia, bares e restaurantes. No entanto, como a embarcação está em águas brasileiras, o cassino está fechado. Todos os serviços e consumos a bordo são cobrados em dólar. Um jantar completo, por exemplo, custa US$ 63, o equivalente a cerca de R$ 335.

Infraestrutura e presentes para a cidade

Uma rede de ônibus elétricos tem sido utilizada para atender o público que circula pelas diferentes zonas da conferência, além do aeroporto e do centro da cidade. Os transportes facilitam a locomoção de quem consegue uma folga no trabalho para aproveitar a cultura paraense.

A impressão é de que "o mundo está em Belém", devido à quantidade de eventos que ocorrem simultaneamente. Em meio à conferência, a cidade recebeu um presente simbólico: o Banco da Paz, inaugurado na tarde de hoje. A peça, em formato de sorriso, foi feita de alumínio de baixo carbono.

Anderson Baranov, CEO da Hydro, empresa que participou da iniciativa, explica que o Banco da Paz foi construído na Noruega com alumínio extraído do Pará e agora retorna ao estado de origem. Ele destaca o simbolismo da peça: "ele tem um formato que as pessoas sentam na ponta, mas acabam se unindo por um diálogo".

O presente à cidade busca despertar a paz entre os povos pelo bem do planeta. Baranov ainda ressalta que "você não precisa resolver o mundo em uma semana, mas se você começa agora e vai melhorando isso, tudo traz uma, vamos dizer, uma esperança muito boa para humanidade".