Jornal da Band

Irã dispara mísseis contra base dos EUA na Jordânia e ameaça trégua

Comando Central americano diz ter interceptado todos os mísseis; episódio põe em risco a pausa nas hostilidades ordenada por Trump na sexta

Da redação
DA REDAÇÃO

28/07/2026 • 21:19 • Atualizado em 28/07/2026 • 21:23

Donald Trump em cerimônia na Casa Branca

Donald Trump em cerimônia na Casa Branca

Jonathan Ernst/Reuters

O governo dos Estados Unidos acusou o Irã de retomar os bombardeios contra bases americanas no Oriente Médio. Um dos alvos seria uma instalação militar na Jordânia, e os mísseis teriam sido interceptados pelo sistema de defesa americano.

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Até o momento, o governo do Irã não confirmou o ataque, que, se de fato aconteceu, encerra um breve período de pausa nas hostilidades, iniciado na última sexta-feira (24( pelos Estados Unidos após uma ordem de Donald Trump. O presidente afirmou que os dois países estavam negociando um novo acordo de paz, o que foi negado pelo Irã.

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que as forças da Guarda Revolucionária Islâmica dispararam múltiplos mísseis balísticos a partir do território iraniano no que descreveu como uma tentativa de "ataque surpresa" contra tropas americanas no Oriente Médio.

Segundo o comando, todos os projéteis foram interceptados e as forças dos EUA permanecem "vigilantes e em alto estado de prontidão". O disparo teria ocorrido no fim da tarde desta terça-feira (28), no horário de Brasília.

Embora o Centcom não tenha identificado a instalação atingida nem citado a Jordânia, o alvo teria sido uma base americana no país. Segundo relatos, a instalação visada seria a base aérea de Muwaffaq Salti, que já foi alvo de ofensivas iranianas em semanas anteriores

O ataque representa a primeira ofensiva iraniana com mísseis balísticos contra uma base americana desde que Trump determinou, na sexta-feira, a suspensão dos bombardeios ao Irã para abrir espaço a negociações diplomáticas.

A pausa, portanto, sai fragilizada e pode forçar o presidente a decidir se retoma a ação militar. Em declarações recentes, Trump afirmou que os EUA estavam em conversas com Teerã, mas voltou a ameaçar retomar uma "ação militar muito forte" caso a diplomacia fracasse.

O episódio se insere em um conflito que se arrasta desde 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã. Desde então, os dois lados trocam ataques na região do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo e gás.

Ao longo das últimas semanas, o Irã respondeu aos bombardeios americanos disparando drones e mísseis contra bases dos EUA em países do Golfo, entre eles Kuwait, Bahrein, Catar e a própria Jordânia, onde militares americanos chegaram a ser mortos em ofensivas anteriores.

O novo ataque ocorreu horas depois de Trump se reunir com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca — o primeiro encontro presencial entre os dois desde o início da guerra. Até a última atualização, o governo iraniano não havia se pronunciado oficialmente sobre a ofensiva desta terça.