Jornal da Band

Jogadores do Vasco-AC acusados de estupro seguem presos após audiência

Brian Peixoto, Alex Pires e Matheus Azeredo tiveram prisão mantida pela Justiça; Polícia Civil apura denúncia de abusos em alojamento no Acre

ECIMAIRO CARVALHO

18/02/2026 • 19:52 • Atualizado em 18/02/2026 • 19:52

A Justiça do Acre decidiu manter a prisão dos jogadores do Vasco-AC acusados de estupro coletivo contra duas mulheres em Rio Branco. Os atletas Brian Peixoto Henrique, Alex Pires Bastos Junior e Matheus da Silva Azeredo passaram por audiência de custódia e permanecerão detidos enquanto as investigações avançam. O grupo se apresentou à polícia na última terça-feira, após a formalização das denúncias.

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O crime teria ocorrido na última sexta-feira, dentro de uma residência que serve como alojamento para os jogadores na capital acreana. De acordo com as investigações preliminares, as vítimas relataram que foram ao local inicialmente para encontros consensuais, mas acabaram submetidas a abusos sexuais sucessivos por parte de vários homens dentro de um dos quartos.

Relatos e defesa dos envolvidos

Em depoimento prestado na delegacia, as jovens confirmaram a ocorrência da violência sexual. Entre os acusados, Alex Pires Bastos Junior foi o único a falar com a imprensa até o momento, negando qualquer envolvimento em práticas criminosas. Os demais suspeitos não se manifestaram publicamente sobre as acusações.

O Vasco do Acre, por meio de nota oficial, informou que já adotou medidas administrativas internas para a apuração dos fatos. O clube declarou estar à disposição das autoridades para colaborar integralmente com o processo investigativo.

Próximos passos da investigação

A Polícia Civil trabalha com o prazo de 30 dias para a conclusão do inquérito. Além dos três jogadores já detidos, outros integrantes do elenco do Vasco-AC devem ser intimados a prestar depoimento nos próximos dias para esclarecer o ocorrido no alojamento.

A investigação busca agora consolidar as provas materiais e os relatos colhidos para determinar o grau de participação de cada envolvido no episódio. O processo segue sob sigilo para preservar a identidade das vítimas e garantir o curso adequado das diligências policiais.