A expectativa do mercado foi confirmada: a taxa básica de juros, a Selic, referência para o sistema financeiro, caiu pela quarta vez seguida, para 14% ao ano.
Desde março ela vem recuando bem devagar, em função do aumento nas previsões de inflação com a alta do petróleo e das medidas do governo para estimular a economia, que geraram endividamento recorde.
O corte foi possível porque inflação e economia perderam força. Mas o comunicado foi bastante cauteloso — e mais sucinto também, para evitar ruídos.
O Banco Central afirma que há mais riscos de alta do que de baixa da inflação e destaca preocupação com as expectativas futuras, ainda acima das metas.
Entre os riscos estão a dúvida sobre o que será feito com os gastos públicos a partir de 2027 e os efeitos do fenômeno El Niño, que deve elevar os preços dos alimentos.
Ainda assim, os juros podem cair mais. A projeção do Banco Central aponta espaço de redução para 13,75% em setembro. Ele não se compromete, diz que vai seguir acompanhando os dados, mas sinaliza espaço para mais um corte.
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