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Juliana Rosa: Conta de luz deve subir até o dobro da inflação em 2026

Baixo nível dos reservatórios e peso de subsídios pressionam tarifas, que podem ter alta de até 8% este ano, segundo análise de Juliana Rosa

Por Redação
REDAÇÃO

23/02/2026 • 21:50 • Atualizado em 23/02/2026 • 21:50

Juliana Rosa
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Os consumidores brasileiros devem se preparar para um novo aumento significativo nas tarifas de energia elétrica em 2026. Projeções indicam que a conta de luz pode subir entre 5,5% e 8% ao longo deste ano. O índice representa até o dobro da inflação média de 3,91% prevista pelo Banco Central para o período.

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Embora a alta seja expressiva, o percentual é inferior ao registrado no ano passado, quando a energia elétrica subiu 12%, consolidando-se como a maior alta dentro do IPCA. Segundo a análise econômica de Juliana Rosa, uma combinação de fatores climáticos e estruturais impede o alívio no bolso do cidadão.

Crise hídrica e acionamento de termelétricas

O principal fator de pressão sobre as tarifas é o nível dos reservatórios das hidrelétricas, que permanecem abaixo da média histórica. O período de chuvas, que tradicionalmente tem início em novembro, começou com baixíssimo volume de precipitação. Em dezembro do ano passado, o país enfrentou uma seca severa que forçou o encerramento do ano com a bandeira tarifária amarela, quando o esperado para a época seria a bandeira verde, de custo menor.

A escassez de água nos reservatórios obriga o Operador Nacional do Sistema a acionar as usinas termelétricas. Movidas a combustíveis como o gás natural, essas usinas possuem um custo de operação muito mais elevado, que é repassado diretamente ao consumidor. Há uma expectativa de que o fenômeno El Niño possa trazer algum alívio apenas no final do ano.

O peso dos subsídios na tarifa

Além das questões climáticas, a estrutura da conta de luz no Brasil carrega um fardo de subsídios que somam quase R$ 50 bilhões. Juliana Rosa ressalta que esses incentivos cobrem desde o fomento a fontes renováveis até políticas para pessoas de baixa renda.

A especialista destaca que, embora essas políticas sejam importantes para o desenvolvimento social e ambiental, elas deveriam estar previstas dentro do orçamento público da União, e não embutidas na tarifa de energia. Atualmente, o consumidor final acaba financiando esses incentivos diretamente em seu boleto mensal, o que torna o custo da energia no Brasil excessivamente pesado para as famílias e empresas.

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