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Juliana Rosa: disparada do petróleo reacende risco de inflação no Brasil

Nova disparada do petróleo chega num momento em que as projeções de inflação já subiram muito, e o rumo dos preços depende do conflito entre Estados Unidos e Irã

Por Redação
REDAÇÃO

08/07/2026 • 20:57 • Atualizado em 08/07/2026 • 20:57

Juliana Rosa
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A nova disparada do petróleo é péssima notícia para a economia brasileira. Ela chega num momento em que as projeções de inflação no Brasil já subiram muito, somando a alta dos combustíveis aos estímulos do governo ao consumo. Nos últimos dias, o barril havia voltado para a casa dos US$ 70, mas nesta sessão disparou: chegou a bater US$ 80 e fechou a US$ 78.

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É difícil saber se a commodity vai continuar subindo, porque o movimento depende dos desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã. Se as tensões voltarem a se estender, com o fechamento do Estreito de Ormuz, especialistas dizem que o petróleo pode disparar ainda mais, já que as reservas dos países estão em níveis baixos.

Some-se a isso o fato de o governo já ter começado a retirar os subsídios pagos a produtores e importadores de combustíveis, o que tende a repassar mais pressão para os preços na ponta.

O efeito, porém, não é só negativo. Se de um lado a alta do petróleo piora a inflação, de outro ela favorece o crescimento. Como o Brasil é um grande produtor da commodity, o Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a previsão para o PIB brasileiro neste ano, enquanto reduziu a estimativa para a média mundial – mas é um crescimento que pode não se sustentar se inflação e juros continuarem subindo.

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