As contas do governo fecharam o primeiro semestre com déficit de R$ 92 bilhões, o pior resultado para o período desde 2020. Apenas em junho, o saldo ficou negativo em R$ 48 bilhões.
A promessa do governo é terminar o ano com as contas no azul em R$ 10 bilhões e, assim, cumprir a meta fiscal. O problema é que essa meta permite excluir quase R$ 63 bilhões em despesas, como precatórios e alguns gastos temporários.
Na prática, considerando essas despesas, as contas devem fechar no vermelho em R$ 52 bilhões. É como fazer uma dieta sem contabilizar algumas das calorias consumidas.
Ao mesmo tempo, a dívida pública continua subindo, e os juros exigidos para financiá-la passam de 8% acima da inflação. Esse cenário também aumenta o custo do crédito encontrado pela população nos bancos.
O ministro da Fazenda vem afirmando que pretende apertar as regras, mas recuperar a credibilidade das contas públicas ainda é uma tarefa difícil.
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