O dólar teve forte queda nesta quinta-feira e fechou em R$ 4,95, menor cotação desde março de 2024. A boa notícia chega num momento delicado, já que a disparada do petróleo vem pressionando os preços de combustíveis e alimentos. Se o dólar estivesse subindo também, o impacto na inflação seria ainda mais severo.
A queda é parte de um movimento global de perda de valor da moeda americana em relação às principais moedas do mundo. Desde o início do ano, há saída de investimentos dos Estados Unidos, reflexo de uma política econômica que vem gerando insegurança. O Brasil tem sido um dos destinos mais procurados pelos investidores, por ser grande produtor de petróleo, ter juros altos e uma economia em crescimento, ainda que mais lento.
No mercado de trabalho, a taxa de desemprego subiu em março, mas isso é esperado no início do ano. O dado positivo é que mais gente procurou e conseguiu emprego, e a taxa para o período é a menor da história. O rendimento médio também está subindo e já chega a R$ 3.700, descontando a inflação.
O problema é que as dívidas crescem mais do que os salários. Com juros altos por muito tempo, famílias e empresas seguem sufocadas, e a queda anunciada ontem pelo Banco Central foi pequena demais para aliviar o peso do endividamento no orçamento dos brasileiros.
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