Jornal da Band

Juliana Rosa: emprego formal enfraquece e expõe peso dos juros altos

Criação de vagas com carteira em maio foi a pior para o mês desde 2020 e revela um mercado de trabalho perdendo fôlego após começo de ano aquecido

Por Redação
REDAÇÃO

30/06/2026 • 20:39 • Atualizado em 30/06/2026 • 20:39

Juliana Rosa
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O mercado de trabalho está perdendo força. Depois de um começo de ano com números fortes do emprego formal, acompanhando a aceleração da economia, os resultados estão vindo mais fracos.

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A criação de vagas com carteira assinada em maio, 72 mil, foi o pior resultado para o mês desde 2020 — assim como o acumulado do ano, de 760 mil.

Todos os setores contrataram, com serviços puxando a geração de vagas, mas chama atenção o número muito baixo do comércio. O salário médio, de R$ 2.384, caiu em relação a abril, na mesma direção apontada pela pesquisa do IBGE divulgada na semana passada.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, culpou os juros altos. Mas a economia vinha crescendo acima do potencial, a inflação acelerou e os juros subiram justamente para segurar o crescimento e reduzir preços. É um remédio amargo que está fazendo efeito.

O problema é a dose: ela está cavalar, provocando endividamento recorde. E não precisaria ser tão alta se o setor público – governo, Congresso e Judiciário – não estivesse gastando tanto, o que dificulta a queda da inflação.

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