Jornal da Band

Juliana Rosa: liquidação do Banco Pleno eleva rombo no FGC para R$ 52 bi

Juliana Rosa explica que bancos terão que antecipar pagamentos para recompor fundo; custo pode encarecer crédito para o consumidor em 2026

Por Redação
REDAÇÃO

18/02/2026 • 20:06 • Atualizado em 18/02/2026 • 20:06

Juliana Rosa
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A liquidação extrajudicial do Banco Pleno, decretada nesta quarta-feira, elevou o rombo no Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para um patamar histórico. Com o novo desembolso, o montante total destinado a cobrir as quebras de instituições ligadas à teia do Banco Master ultrapassa os R$ 50 bilhões.

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Segundo a análise de Juliana Rosa, embora o sistema financeiro permaneça sólido, a recomposição do fundo trará impactos práticos no custo do crédito para o consumidor.

O FGC funciona como um seguro para o correntista, garantindo o pagamento de até R$ 250 mil por CPF em caso de falência de uma instituição financeira. Apesar do volume bilionário de saídas, Juliana Rosa ressalta que não há risco de contágio no sistema. O patrimônio total do fundo é de R$ 160 bilhões, dos quais R$ 125 bilhões estão disponíveis para uso imediato, garantindo que todos os clientes afetados recebam seus valores.

Detalhamento do rombo e instituições envolvidas

O impacto financeiro é resultado de uma série de liquidações e intervenções recentes que somam aproximadamente R$ 52 bilhões em desembolsos. O valor se distribui da seguinte forma:

  • Banco Master: Responsável pela maior fatia do prejuízo, com pagamentos aos clientes que superam R$ 40 bilhões.
  • Will Bank: Demandou o uso de mais de R$ 6 bilhões do fundo garantidor.
  • Banco Pleno: A instituição liquidada nesta semana, que já pertenceu ao grupo Master, exigirá um aporte de quase R$ 5 bilhões.
  • Empréstimos diretos: O FGC ainda realizou empréstimos de cerca de R$ 6 bilhões ao Master pouco antes da liquidação definitiva.

Consequências para o mercado e recomposição do fundo

Para garantir a estabilidade do seguro bancário, o FGC precisará ser recomposto rapidamente. De acordo com Juliana Rosa, as instituições financeiras do país terão que antecipar pagamentos previstos para os próximos cinco anos. A expectativa é que pelo menos R$ 30 bilhões entrem no fundo até o final do primeiro semestre de 2026.

Essa antecipação forçada de recursos pelos bancos gera um efeito cascata na economia. "Não existe almoço grátis", destaca Juliana Rosa, alertando que o custo dessa operação pode se traduzir em juros e crédito mais caros para empresas e pessoas físicas em todo o Brasil.

Para a especialista, o episódio reforça a necessidade de transparência sobre as falhas que levaram a este cenário para que o sistema regulatório brasileiro saia fortalecido da crise.

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