A inflação acelerou em abril e registra a maior alta para o mês desde 2022. A prévia do índice oficial, o IPCA, apontou alta de 0,89% até a metade de abril, o dobro do mês anterior, que já havia sido pressionado pela alta dos combustíveis. Nos últimos doze meses, a inflação acumulada está em 4,3%, corroborando projeções de que o índice se aproxime de 5% até o fim do ano.
Os efeitos da disparada do petróleo se espalham pela economia. Gasolina e diesel estão entre os principais vilões, e o encarecimento do diesel eleva o custo do transporte de todas as mercadorias que circulam por caminhões, pressionando também os preços dos alimentos. Leite, cenoura e cebola ficaram mais caros. Bens industriais e a conta de luz, reflexo dos reajustes recentes nas tarifas, também subiram.
O aumento de custos chega num momento de endividamento recorde das famílias. A expectativa é que o Banco Central anuncie amanhã uma pequena queda dos juros, para 14,5%, ainda considerada muito alta. O pacote do governo para ajudar a pagar dívidas deve dar um respiro, mas o país precisaria de medidas mais estruturais, como renda maior, juros menores e credibilidade nas contas públicas, para evitar que as pessoas voltem a se endividar.
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