A renda média do brasileiro atingiu recorde histórico em 2025, segundo o IBGE, mas a desigualdade voltou a crescer no mesmo período. Os dados mostram que, apesar do avanço geral, os ganhos dos mais ricos cresceram em ritmo maior do que os dos mais pobres.
O instituto calcula a renda de duas formas. A primeira considera apenas quem tem algum tipo de rendimento – seja de trabalho ou de aposentadoria – e chegou a R$ 3.367 mensais em 2025. A segunda divide a renda total de um domicílio pelo número de moradores, incluindo crianças e outros que não têm renda própria. Nesse critério, o valor ficou em R$ 2.264, este sendo o indicador considerado pelos especialistas como o mais preciso para medir o bem-estar da população.
Mesmo em alta, a renda domiciliar per capita ainda é insuficiente para cobrir despesas básicas em um cenário de alto endividamento das famílias. Cerca de 75% da renda tem origem no trabalho; o restante vem de aposentadorias e programas sociais.
A desigualdade, no entanto, avançou. Os 10% mais pobres receberam, em média, R$ 268 por mês, enquanto os 10% mais ricos ficaram com R$ 9 mil — concentrando 40% de toda a renda do país. Segundo especialistas, a disparidade é estrutural e persistente, porque ricos e pobres não têm as mesmas oportunidades de desenvolvimento.
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