Jornal da Band

Justiça dos EUA ordena soltura de menino de 5 anos detido pelo ICE

Liam Ramos e seu pai entraram legalmente no país como requerentes de asilo; caso gerou revolta e novas manifestações contra políticas migratórias

Da redação
DA REDAÇÃO

31/01/2026 • 19:42 • Atualizado em 31/01/2026 • 19:42

Resumo

Decisão judicial determinou a libertação do menino equatoriano Liam Ramos, de 5 anos, e de seu pai, ambos requerentes de asilo, após detenção pelo ICE em Minneapolis, fato que gerou indignação pública devido à denúncia de uso da criança como isca.

Episódio provocou protestos em várias cidades americanas, como Minneapolis, Houston, Los Angeles, San Francisco e Washington, motivados por políticas migratórias do governo Trump e mortes de civis em operações do ICE, além da prisão de jornalistas que cobriam as manifestações.

Prisões de jornalistas como Georgia Fort e Don Lemon receberam críticas de organizações de imprensa, que alegam ataques à liberdade de expressão, enquanto artistas como Bruce Springsteen e Lady Gaga manifestaram apoio aos imigrantes; governo Trump anunciou planos para criar centros de detenção capazes de abrigar até 80 mil pessoas.

Um juiz federal determinou a soltura de um menino equatoriano de 5 anos, identificado como Liam Ramos, detido pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) em Minneapolis. O pai da criança, que também estava preso, recebeu autorização judicial para deixar a prisão.

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Liam e seu pai entraram nos Estados Unidos legalmente na condição de requerentes de asilo. A detenção da criança ocorreu no último dia 20 de janeiro, em frente à sua residência, e gerou revolta pública devido à idade do garoto e à denúncia de que ele teria sido utilizado como "isca" para capturar o pai.

Protestos e tensão nas ruas

O episódio impulsionou novas manifestações contra as políticas de imigração do governo Trump em diversas cidades americanas. Os protestos ganharam força após as mortes de dois cidadãos americanos durante operações federais contra imigrantes: Renee Good, morta por um agente do ICE em 7 de janeiro, e o enfermeiro Alex Pretti, assassinado em confronto policial no dia 24.

Atos foram registrados em Minneapolis, Houston, Los Angeles, San Francisco e na capital, Washington. A tensão aumentou com a detenção de jornalistas que realizavam a cobertura dos protestos.

Jornalistas detidos e reação da imprensa

Georgia Fort, jornalista independente, foi presa em Minneapolis enquanto transmitia ao vivo uma operação do ICE. Ela gravou o momento em que agentes estavam à porta de sua casa para prendê-la. No tribunal, Fort negou qualquer conduta além do exercício da profissão.

Outro caso de repercussão foi a prisão de Don Lemon, ex-âncora da CNN, detido em um hotel em Los Angeles. Lemon é acusado de participar de um protesto ocorrido em 8 de janeiro em uma igreja em Saint Paul, Minnesota. Ele afirma que estava no local trabalhando de forma independente.

Organizações de imprensa reagiram às prisões, classificando-as como ataques à liberdade de expressão e ao trabalho jornalístico, protegidos pela Constituição americana.

Expansão de centros de detenção

Artistas como Bruce Springsteen e Lady Gaga também manifestaram críticas públicas às ações da polícia de imigração. Springsteen lançou uma canção de protesto, enquanto Gaga interrompeu um show no Japão para discursar sobre o tema.

Apesar da mobilização, o governo Trump planeja converter 23 galpões industriais em uma rede de centros de detenção de imigrantes. Segundo planos do Departamento de Segurança Interna e do ICE, as novas instalações poderão abrigar até 80 mil detidos simultaneamente.

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