Jornal da Band

La Niña pode causar seca no Sul e chuvas intensas no Norte e Nordeste; entenda

As previsões apontam para um cenário de chuvas irregulares e temperaturas atípicas em diversas regiões do país

KRIS LIMA

27/08/2025 • 19:47 • Atualizado em 27/08/2025 • 19:47

O Brasil se prepara para os possíveis efeitos do fenômeno climático La Niña, que tem 56% de chance de se formar ainda na primavera. O último relatório da Administração Atmosférica e Oceânica dos Estados Unidos (NOAA) elevou o nível de alerta para o estágio "Watch", indicando monitoramento constante. As previsões apontam para um cenário de chuvas irregulares e temperaturas atípicas em diversas regiões do país.

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O fenômeno La Niña é caracterizado pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, o que provoca uma mudança nos padrões atmosféricos e afeta o clima em várias partes do planeta, incluindo o Brasil. A última vez que o La Niña se manifestou foi em 2024.

A meteorologista Cláudia Valéria afirma que as influências do fenômeno devem começar a ser sentidas de forma mais significativa entre o final da primavera e o início do verão.

"Com essa redução da temperatura nessa região do Pacífico, então acaba que para transformar essas influências na atmosfera demora um pouquinho mais e aí a gente só deve começar a perceber essas influências mais para o final da primavera e início do verão”, disse.

As consequências da chegada do La Niña variam por região. No Sul, a previsão é de estiagem e aumento de massas de ar frio. A Climatempo já havia indicado que as baixas temperaturas do inverno atual poderiam ser um sinal da influência do fenômeno. Se confirmado, a falta de chuvas na região pode prejudicar a agricultura e o abastecimento hídrico.

Impactos regionais no clima

No Sudeste, o La Niña eleva o risco de tempestades, que podem ser acompanhadas por granizo. O fenômeno também aumenta a possibilidade de ondas de frio e temperaturas abaixo da média para a estação. No Norte e Nordeste, a expectativa é de aumento de instabilidade e maiores volumes de chuva, com risco de elevação do nível dos rios. Já no Centro-Oeste, a chegada do fenômeno pode atrasar o início do período chuvoso, que é crucial para a agricultura local.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.