Entre a repercussão de apoios, a corrida por alianças e agendas espalhadas pelo País, os pré-candidatos à Presidência tiveram nesta terça-feira (21) mais um dia de intensa movimentação política.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo sem ter a candidatura formalizada, recebeu na noite de segunda-feira (20) o primeiro apoio partidário na corrida ao quarto mandato: o PDT se une aos petistas já no primeiro turno pela primeira vez em 12 anos. Nas eleições de 2018 e 2022, a legenda lançou candidatura própria com Ciro Gomes e só aderiu a Lula no segundo turno.
O petista aproveitou o palanque para desafiar o governo dos Estados Unidos a acompanhar de perto as eleições brasileiras, antecipando o tom que pretende dar à disputa.
"Eu estou convidando quem quiser vir do mundo para ver as eleições aqui no Brasil. Quem quiser pode vir acompanhar. Viu, secretário de Estado americano Marco Rubio, que deve apoiar o meu adversário? Que venha, crie outro comitê, porque a gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia nesse País", afirmou o presidente.
No campo da oposição, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou em Brasília de um encontro com embaixadores e defendeu a reorganização das leis do setor elétrico. Nos bastidores, sua equipe corre contra o tempo para fechar alianças e definir palanques. A quatro dias da convenção nacional do PL, marcada para o próximo sábado (25), Flávio ainda não bateu o martelo sobre o nome do vice.
A hipótese de uma chapa pura não está descartada. Hoje, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, descartou a senadora Tereza Cristina (MT) como vice. Segundo ele, a ex-ministra quer focar na candidatura à presidência do Senado no ano que vem.
Em meio às indefinições, Flávio tem acenado a outras siglas. Na noite da segunda, participou da convenção paulista da federação União Progressista — que reúne PP e União Brasil — e deixou um recado ao comando nacional dos partidos.
"A gente vai caminhar com diversos outros partidos. Essa coalizão que foi montada aqui é uma grande inspiração para nós também no âmbito nacional. Espero que muito em breve possamos também caminhar juntos em âmbito nacional, a federação junto conosco", declarou o senador.
O tempo de propaganda em cadeias de rádio e TV é uma das preocupações da equipe de Flávio. Se continuar isolado, sem o apoio de partidos do centro e da direita, o senador pode ter até um minuto a menos de exibição que Lula.
Ronaldo Caiado (PSD) participou de um evento do governo de Goiás e, nas redes sociais, mandou uma indireta ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro, afirmando que “quem precisa de green cards são os produtores brasileiros". Eduardo rebateu, lembrando da concessão de título de cidadão goiano ao ministro Flávio Dino durante a gestão de Caiado.
Renan Santos (Missão) visitou um garimpo ilegal em Mato Grosso e falou sobre o combate ao crime organizado. O agora candidato também lançou hoje seu plano de governo, com 88 propostas divididas em 14 eixos temáticos — a maior parte voltada à reforma do Estado, com ajuste fiscal.
Já Romeu Zema (Novo) esteve no Rio de Janeiro. Ele participou de um encontro no Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis e voltou a defender a privatização da Petrobras.
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