O projeto da maior ponte sobre a água da América Latina começa a avançar na Bahia. A estrutura ligará a capital, Salvador, à Ilha de Itaparica, substituindo a dependência histórica do sistema ferry-boat. Atualmente, a travessia de 18 quilômetros é marcada por extensas filas e reclamações de usuários sobre a precariedade do serviço e a exposição a intempéries climáticas.
A nova ponte terá 12 quilômetros de extensão, superando em três quilômetros a Ponte Rio-Niterói. O empreendimento é fruto de uma parceria entre o governo baiano e um consórcio chinês, com investimento estimado em R$ 10 bilhões.
Início das obras e tecnologia chinesa
A fase prática do projeto deve ser iniciada até o final de maio com a chegada de um navio chinês à costa baiana. A embarcação transportará:
- Mais de 44 contêineres;
- 800 toneladas de materiais;
- Equipamentos para a construção de uma plataforma provisória que servirá de base para as atividades no mar.
Segundo Carlos Prates, porta-voz da concessionária no Brasil, o uso dessa tecnologia internacional permitirá maior previsibilidade ao cronograma, garantindo a continuidade dos trabalhos mesmo sob condições climáticas adversas.
Infraestrutura e mobilidade
Além da ponte principal, o complexo viário contempla a construção de acessos, túneis e viadutos. Uma das inovações previstas é a instalação de uma barreira móvel no centro da estrutura, permitindo a reversibilidade de faixas para ampliar o fluxo nos horários de maior trânsito.
A travessia será explorada mediante cobrança de pedágio. O cronograma oficial estabelece que a inauguração da ponte ocorra em 2031, alterando definitivamente a dinâmica de transporte entre o continente e a ilha.
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