
Corpo do papa Francisco com um terço
Vatican Media via Reuters
Pela primeira vez em mais de um século, um papa foi sepultado fora do Vaticano. Nas ruas, 400 mil pessoas acompanharam o cortejo até a igreja, em Roma, onde Francisco escolheu ser sepultado.
Desde a madrugada, filas se formaram pelas ruas de Roma e do Vaticano. Jovens, idosos, famílias inteiras. Todos em agradecimento ao homem que conquistou o planeta com sua simplicidade e pela luta pelos mais vulneráveis.
A missa de corpo presente, na Praça de São Pedro, abriu o funeral. Cerca de 250 mil pessoas transformaram o coração do Vaticano em um mar de fé e emoção.
O coral da capela sistina trouxe ainda mais emoção à cerimônia. Em meio à multidão, uma brasileira esteve bem perto do altar.
Uma brasileira foi escolhida para fazer a oração da comunidade em português. “Para mim, foi como fechar com chave de ouro nesse pontificado que eu acompanhei desde o início, desde a eleição do papa Francisco, até agora, até o seu funeral”, disse Bianca Fraccalvieri, jornalista do Vaticano.
Depois da missa, Roma parou. Pela primeira vez em mais de um século, o corpo de um papa deixava o Vaticano para ser sepultado.
O cortejo atravessou a Cidade Eterna, passando por marcos históricos como o Coliseu. No caminho, lágrimas, orações e muitos aplausos. 150 mil pessoas se aglomeraram nas calçadas ao longo dos 4km de trajeto.
O último pedido de Francisco foi atendido: ser sepultado na Basílica de Santa Maria Maggiore, perto da imagem da Salus Populi Romani, a quem ele tanto venerava. Um papa que, até o fim, escolheu estar ao lado dos pobres, dos imigrantes, dos esquecidos.
E foi, justamente, um grupo formado por essas pessoas que o recebeu na porta da Basílica. Francisco mostrou que a santidade mora no abraço ao diferente, no acolhimento aos menos favorecidos. E fez questão de ser assim até o fim.
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