Um massacre de civis na Síria põe o mundo em alerta sobre o futuro do país. O governo interino é acusado de perseguir e matar integrantes de um grupo minoritário.
Grupos de direitos humanos acusam o governo da Síria de realizar um massacre contra os alauitas - um grupo étnico e religioso que é minoritário no país. O número de civis mortos passa de mil, incluindo mulheres e crianças.
As execuções foram realizadas por soldados do exército e grupos leais ao governo interino - liderado por Ahmad al-Sharaa, que comandou a aliança rebelde que tirou do poder o ex-ditador Bashar al Assad, no fim de 2024.
O atual regime alega que realizou nos últimos quatro dias uma operação militar contra forças consideradas insurgentes. A incursão foi encerrada nesta segunda-feira (10).
O banho de sangue aconteceu na região costeira no oeste do país onde os alauitas estão concentrados. O grupo representa quase 10% da população síria, mas esteve no poder nos últimos 50 anos, uma vez que o clã Assad - que comandou o país com mão de ferro - pertence a esse ramo do islã.
A escalada da violência na síria fez Rússia e Estados Unidos pedirem uma reunião de emergência e a portas fechadas no conselho de segurança da ONU. em meio às denúncias de limpeza étnica, o regime interno sírio criou um comitê independente para investigar as mortes.
O enviado especial da Band, Yan Boechat, esteve na síria no mês passado. Combatentes do antigo regime temiam ser alvo do novo governo.
Em Latakia, berço dos alauítas, a presença do policiamento e a inspeção de carros continua. Assim como o drama da população, que encarou longas filas atrás de comida e água.
No fim do dia, o regime sírio assinou um acordo de trégua com as forças democráticas da síria - grupo curdo apoiado pelos estados unidos, que controla o nordeste do território sírio.
A região será incorporada por damasco, que permitirá que centenas de milhares de curdos voltem para suas casas. Em troca, o governo terá acesso a poços de petróleo e irá controlar as fronteiras com Iraque e Turquia.
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