
Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reforçou a visão do presidente Lula de que a COP30 se trata da “COP da verdade”. O chanceler citou o caso do tornado no Paraná, que deixou seis mortos e mais de 700 feridos, como um exemplo da forma como as mudanças climáticas têm provocado desastres em todo mundo.
“Chegou a hora de decidir se os líderes acreditam ou não na ciência. Os eventos extremos — chuvas, secas, tornados, como o que atingiu o Paraná — mostram que o planeta está doente. Isso afeta vidas, destrói infraestrutura, plantações e ameaça a segurança alimentar global.”, ressalta o ministro em entrevista exclusiva ao repórter Túlio Amâncio, que vai ao ar no Jornal da Band deste sábado (8).
Para ele, que também embarca neste fim de semana para a Colômbia, onde participa da cúpula entre a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e a União Europeia, o legado da COP30 será justamente demonstrar a urgência do tema e implementar mecanismos concretos para lidar com questões climáticas.
"Esta precisa ser a COP da implementação. Já temos os mecanismos, agora é hora de agir.", relata.
Um destes recursos, proposto pelo governo do Brasil, é o Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF), um sistema com o qual se pretende aplicar recursos para a preservação de florestas.
“É uma iniciativa inédita — não é uma doação, mas um fundo de investimento administrado pelo Banco Mundial. Países, empresas e entidades privadas poderão investir e receber retorno financeiro, enquanto parte dos rendimentos financiará ações de adaptação climática. É uma solução concreta e sustentável., explica Mauro Vieira.
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