A Justiça concedeu um habeas corpus para que a médica Juliana Brasil responda em liberdade após a Polícia Civil de Manaus solicitar sua prisão preventiva. A médica receitou adrenalina na veia de Benício Freitas, de 6 anos, que morreu em um hospital particular na madrugada do último domingo (24) após sofrer seis paradas cardíacas. O caso, que também envolve a técnica de enfermagem responsável pela aplicação, é investigado como homicídio doloso qualificado.
A Polícia Civil fez o pedido de prisão preventiva da médica na última quinta-feira (27), além de solicitar mandados de busca e apreensão domiciliar. No entanto, a defesa de Juliana entrou com o habeas corpus, que foi concedido pela Justiça.
A Aplicação da Adrenalina
O menino Benício Freitas foi levado ao Hospital Santa Júlia com um quadro de tosse seca. A médica Juliana Brasil prescreveu lavagem nasal, xarope e adrenalina na veia.
A técnica de enfermagem Raiza Bentes, que fez a aplicação fatal, prestou depoimento à polícia e informou que a prescrição da médica estava clara e não deixava margem para interpretação. Em depoimento, Raiza Bentes disse que a orientação era administrar a medicação "três vezes de 30 em 30 minutos" e "fazer puro, ou seja, não era diluída a medicação".
O pai do menino, Bruno Freitas, conta que ele e a mãe questionaram a conduta médica, pois o filho nunca havia tomado adrenalina pela veia, apenas por nebulização. Benício piorou logo após a aplicação, precisou ser levado à UTI e, depois de sofrer seis paradas cardíacas, não resistiu.
O Conselho Regional de Medicina (CRM) abriu um procedimento para apurar a causa da morte. A família de Benício, que completaria sete anos no Natal deste ano, registrou um boletim de ocorrência, e a polícia segue investigando o caso.
Em nota, o Hospital Santa Júlia informou que a médica e a técnica de enfermagem foram afastadas das funções.
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