Medidas do governo para conter alta do diesel têm impacto tímido nos postos
Motoristas relatam dificuldade para encontrar combustível barato; ANP aponta estabilidade de preços apesar de subsídios que somam quase dois reais.

A tentativa de motoristas e caminhoneiros de encontrar óleo diesel com preços mais acessíveis continua sem resultados expressivos. Apesar de uma série de medidas anunciadas pelo governo federal desde o mês passado, que juntas poderiam representar um alívio de quase dois reais no preço do litro antes de chegar às bombas, a queda percebida pelos consumidores ainda é considerada tímida em diversas regiões do país.
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No Rio de Janeiro, motoristas relatam variações pequenas, em torno de dez a onze centavos, enquanto em São Paulo a percepção é de que os valores não recuaram. Relatos colhidos na Rodovia Presidente Dutra indicam o combustível sendo comercializado a R$ 7,35. Um levantamento recente da Agência Nacional do Petróleo (ANP) confirma essa sensação, demonstrando que os preços do diesel permaneceram estáveis na última semana.
Subsídios e isenções fiscais
O pacote de medidas do governo para o setor de combustíveis foi implementado em etapas. Em março, a alíquota de PIS e COFINS foi zerada, o que deveria reduzir o preço em 32 centavos por litro. Paralelamente, foi lançado um subsídio de mais 32 centavos para produtores e importadores que vendessem o óleo abaixo da tabela da ANP.
A partir de abril, novos estímulos entraram em vigor:
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- Produção Nacional: Estímulo de 80 centavos por litro produzido no Brasil.
- Importação: Subvenção de R$ 1,20 para o óleo importado, valor dividido entre a União e os Estados.
Segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, quase todos os estados brasileiros aderiram à proposta de subvenção para tentar frear a escalada de preços.
Foco na contenção, não na redução
Especialistas em economia explicam que a frustração dos motoristas com a falta de uma queda acentuada nos preços se deve à natureza das medidas. O objetivo central das ações governamentais não foi provocar uma redução drástica no valor final das bombas, mas sim conter uma nova onda de altas que estava prevista para o período.
Dessa forma, o impacto das isenções e subsídios acaba sendo absorvido para manter os preços estáveis, evitando que o custo do frete e o preço final dos produtos para o consumidor subissem ainda mais.
