Um menino de dez anos, identificado como Miguel, foi resgatado na madrugada de domingo após passar oito horas à deriva em um caiaque na Lagoa de Araruama, na Região dos Lagos, Rio de Janeiro. O incidente ocorreu em São Pedro da Aldeia, onde a criança passava férias com a família. A Lagoa de Araruama é a maior laguna hipersalina do mundo, com uma extensão de 220 quilômetros quadrados.
O desaparecimento aconteceu no fim da tarde de sábado. Miguel estava acompanhado de outra criança e dois adolescentes quando o grupo decidiu passear de caiaque após um banho de piscina na casa de amigos. Ao escurecer, os outros jovens conseguiram retornar à praia, mas Miguel foi arrastado pela correnteza para o centro da lagoa. O menino relatou que tentou manobrar a embarcação para retornar à areia, mas não obteve sucesso devido à força da água.
Operação de resgate e reencontro
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 19h30. A operação de busca mobilizou 25 militares e contou com o apoio de moto aquática. Miguel foi localizado às 3h da manhã de domingo na Ponta da Acaíra, em Arraial do Cabo, município vizinho ao local do desaparecimento. Ele estava a cerca de dez quilômetros de distância do ponto inicial e não utilizava colete salva-vidas no momento do incidente.
Os pais do garoto, que estavam na capital fluminense, viajaram por mais de duas horas para acompanhar os trabalhos das equipes de socorro. Em depoimento, o pai de Miguel, Marcelo Ferreira, descreveu o período de espera como uma transição extrema entre o desespero e o alívio. Após o resgate, a criança foi encaminhada ao hospital para avaliação médica e liberada em seguida para reencontrar a família.
Orientações de segurança das autoridades
Diante do caso, o Corpo de Bombeiros reforçou as medidas de segurança para atividades em embarcações de pequeno porte. Segundo o porta-voz da corporação, Fábio Contreiras, é fundamental que tanto adultos quanto crianças utilizem sempre o colete salva-vidas.
Além do equipamento de flutuação, os bombeiros orientam que os praticantes portem um telefone celular que permita o rastreamento via GPS em casos de deriva. Após o susto, Miguel afirmou que pretende manter distância de caiaques em passeios futuros.
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