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Mensagens revelam cobrança a Daniel Vorcaro por repasses ao Resort Tayayá

Polícia Federal identifica indícios de pagamentos de R$ 35 milhões que teriam beneficiado o ministro Dias Toffoli; magistrado nega irregularidades

3 min

14/02/2026 21:06 • Atualizado há 251 dias

Mensagens revelam cobrança a Daniel Vorcaro por repasses ao Resort Tayayá

Novas mensagens obtidas a partir da perícia no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, revelam que o empresário foi cobrado para realizar repasses financeiros ao Resort Tayayá. Segundo investigadores da Polícia Federal, o material apreendido apresenta indícios de pagamentos que teriam sido revertidos ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que já foi sócio do empreendimento. O relatório de duzentas páginas entregue ao STF aponta que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, possui elementos suficientes para solicitar explicações formais ao magistrado.

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A investigação da Polícia Federal foca em diálogos entre Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, identificado pela corporação como o operador financeiro do banqueiro. Em comunicações recuperadas de maio de 2024, Vorcaro questiona Zettel sobre o aporte no fundo do resort, afirmando estar em uma "situação ruim".

No dia seguinte à cobrança, Zettel apresentou uma planilha listando sete pagamentos, incluindo uma linha identificada como "Tayaya - 15", referente a R$ 15 milhões. Diante dos dados, o banqueiro ordenou a quitação imediata dos valores.

Investigação aponta divergências em datas e valores

Os delegados da Polícia Federal interpretam as movimentações como repasses a um fundo controlado por dois irmãos de Dias Toffoli, que detinham cotas do Resort Tayayá.

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Em mensagens posteriores, datadas de agosto de 2024, Daniel Vorcaro volta a questionar o destino do dinheiro e demonstra pressão externa para concluir a transação. Em resposta, Fabiano Zettel confirmou que já haviam sido pagos R$ 20 milhões anteriormente, totalizando R$ 35 milhões com o novo aporte de R$ 15 milhões.

As informações fornecidas pelo ministro Dias Toffoli apresentam contradições em relação ao cronograma das mensagens. O ministro afirma que o fundo ligado ao cunhado de Vorcaro adquiriu cotas de participação no resort em setembro de 2021.

No entanto, a perícia confirma que os diálogos sobre os pagamentos ocorreram três anos depois, em 2024. Toffoli, em nota, nega ter recebido qualquer valor de Zettel ou Vorcaro e sustenta não possuir relação com os investigados, embora admita ter sido sócio da empresa Maridt, integrante do grupo Tayayá, ao lado de seus irmãos.

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Repercussão no STF e no Congresso Nacional

O desdobramento do inquérito depende agora do ministro André Mendonça, novo relator do caso no STF. Ele aguarda a entrega de um relatório complementar da Polícia Federal, previsto para a próxima semana, que deve listar todos os nomes citados com prerrogativa de foro privilegiado. A partir deste documento, o relator decidirá os próximos passos da investigação criminal.

Parlamentares planejam votar, no próximo dia 25, um requerimento na CPI do Crime Organizado para a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresa Maridt. O objetivo é cruzar os dados financeiros da firma de Toffoli com os fluxos de caixa descritos nas planilhas de Fabiano Zettel.

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