Jornal da Band

Conduzir carros potentes exige preparo de motoristas; entenda

Venda de veículos acima de R$ 250 mil sobe 6,6% no país; especialistas alertam para riscos da alta potência nas mãos de motoristas inexperientes

JULIANO DIP

15/04/2026 • 22:13 • Atualizado em 15/04/2026 • 22:13

Trânsito

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Agência Brasil

O mercado de automóveis de luxo vive um momento de forte expansão no Brasil, impulsionado por um fenômeno de consumo pós-pandemia que se reflete globalmente. Dados da consultoria K.Lume indicam que, no último ano, foram comercializados mais de 54 mil veículos com valor superior a R$ 250 mil no país, representando um crescimento de 6,6% em relação ao período anterior. O Brasil consolidou-se, inclusive, como o oitavo maior consumidor mundial do modelo Porsche 911.

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No entanto, especialistas alertam que a sofisticação e a potência dessas máquinas exigem um nível de perícia técnica que nem todos os condutores possuem. Sem o treinamento adequado, veículos superpotentes podem se tornar instrumentos de perigo nas mãos de motoristas despreparados para lidar com a rápida aceleração e o tempo de reação necessário.

Defesa de mudanças na legislação

A facilidade com que condutores recém-habilitados podem assumir o controle de carros de alta performance é alvo de críticas por parte de instrutores de direção defensiva. Roberto Manzini defende que a legislação brasileira deveria considerar restrições de idade e uma liberação gradual da potência permitida aos motoristas.

"Hoje, ao se habilitar com 18 anos, o condutor pode dirigir qualquer veículo, mas muitas vezes não sabe o que é fazer uma ultrapassagem que exige reação rápida ou como conduzir em condições adversas, como chuva e neblina", explica o instrutor.

Ergonomia e tempo de reação

Além da experiência de estrada, detalhes técnicos na condução influenciam diretamente a segurança. A posição correta do motorista no banco é fundamental para garantir a eficácia de uma frenagem de emergência. De acordo com Manzini, a perna deve permanecer flexionada em um ângulo próximo a 90° ao acionar o pedal.

A prática comum entre jovens de dirigir com o banco muito recuado e as pernas esticadas é apontada como um erro grave, pois diminui a força aplicada ao freio e aumenta o tempo de resposta do condutor. Inversamente, dirigir com o banco excessivamente à frente também compromete a agilidade.

Para garantir a segurança, as recomendações fundamentais são consultar o manual do veículo para ajustes ideais de ergonomia e, rigorosamente, respeitar os limites de velocidade das vias, independentemente da capacidade de aceleração do automóvel.

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