Quem observar qualquer imagem do massacre de grande parte da população de Gaza, ao lado desse vídeo produzido por IA, que transformou todo aquele território destruído numa “riviera de prazeres” desfrutados por gente como Elon Musk, sob uma imensa estatua dourada de Donald Trump vai sentir, no início, um grande asco.
E, depois, um asco ainda maior, quando souber que o próprio presidente americano divulgou o vídeo nas redes sociais. Uma continuação natural daquela declaração de que receberia a Faixa de Gaza e limparia, disse ele, a área tirando os palestinos de lá. Foi muito claro.
Desde o ataque terrorista do Hamas a Israel, matando 1,2 mil pessoas, ação detestável e inaceitável - a violência cresceu e mudou a paisagem e as perspectivas da região.
Com a trégua ou sem ela, já parecia mais do que condenada a única boa ideia que poderia restar como caminho para a paz, que é, ou seria, a proposta dos dois Estados. Sem Trump, o caminho já estava obstruído. Com ele, sumiu de vez. Como demonstra a ideia sinistra de exibir esse vídeo asqueroso e sem compaixão.
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