A resposta internacional ao anúncio de Donald Trump da morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e à ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos foi imediata e tomou as ruas de diversas capitais globais. Imigrantes iranianos e ativistas organizaram atos que variam entre a celebração pelo fim de uma era e o repúdio à intervenção estrangeira.
Em Berlim, na Alemanha, milhares de iranianos se concentraram em frente ao Portão de Brandemburgo. Os manifestantes comemoraram o ataque e expressaram agradecimento pela intervenção americana, em um trajeto que passou diante da Embaixada dos Estados Unidos. Para o grupo, a ação representa uma esperança de mudança política no país persa.
Celebrações na Europa e convocação ao fim do regime
Em Londres, o tom das manifestações também foi de apoio à queda da cúpula iraniana. Os participantes exibiram bandeiras do Irã anteriores à Revolução Islâmica de 1979 e entoaram cantos em favor de Reza Pahlavi, filho exilado do último Xá do Irã.
O próprio Pahlavi divulgou um vídeo elogiando a intervenção militar e convocando a população a ocupar as ruas para derrubar definitivamente o regime islâmico.
Divergências e protestos nos Estados Unidos
Apesar das comemorações na Europa, o cenário em Washington, nos Estados Unidos, foi de oposição à estratégia de Donald Trump. Manifestantes marcharam em direção à Casa Branca carregando cartazes que exigiam o fim imediato da intervenção militar americana.
O grupo questiona a legitimidade da ação e os riscos de uma escalada de violência ainda maior no Oriente Médio.
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