Um temporal devastador com rajadas de vento acima de 120 km/h provocou um cenário de destruição em Ribeirão Preto e em municípios vizinhos, no interior de São Paulo. A força do vendaval derrubou árvores de grande porte, arrancou postes, rompeu fiações elétricas e gerou alagamentos por toda a cidade. De acordo com registros históricos, a última vez que a região enfrentou um evento meteorológico dessa gravidade foi há 32 anos, em 1994.
A violência da tempestade deixou um saldo trágico: a morte de um idoso de 76 anos. O muro do galpão de uma empresa de manutenção de máquinas agrícolas desabou com a força do vento e os escombros caíram sobre a residência vizinha, atingindo o morador no momento em que ele estava deitado.
Destruição de estruturas e sinal de TV interrompido
A força do vento derrubou a torre de transmissão da TV Clube, afiliada do Grupo Bandeirantes no interior paulista. O desabamento da estrutura provocou a interrupção do sinal da emissora para toda a região de Ribeirão Preto.
Em outros pontos da cidade, os danos foram igualmente severos:
Centro e comércios: Ruas ficaram completamente bloqueadas por escombros e o telhado de um estabelecimento comercial desabou.
Campus da USP: Diversos prédios universitários foram atingidos. Uma árvore de grande porte caiu sobre um automóvel, mas não deixou feridos.
Assistência Social: O centro de acolhimento destinado ao atendimento de pessoas em situação de rua ficou totalmente destruído.
Apagão, colapso nos serviços e decreto de emergência
A infraestrutura energética da região sofreu um impacto grave com a queda de 14 torres de transmissão de alta tensão, o que paralisou o funcionamento de três subestações de energia. Como consequência, a maior parte do município ficou sem eletricidade, e os serviços de telefonia móvel e internet apresentaram instabilidade generalizada.
Diante do caos, a prefeitura de Ribeirão Preto decretou estado de emergência para desburocratizar a obtenção de recursos e agilizar o envio de ajuda humanitária e equipes de reconstrução.
Danos na rede de saúde e análise do fenômeno
A rede hospitalar regional operou em condições críticas. No Hospital das Clínicas, parte do teto da Unidade de Emergência desabou, forçando o cancelamento de todas as cirurgias eletivas e prejudicando o fluxo de atendimentos de urgência.
Segundo os dados da Defesa Civil captados pela Estação Meteorológica de Pradópolis, a tempestade registrou vistorias com ventos de 121 km/h e 23 milímetros de chuva acumulados em apenas 20 minutos. Especialistas e meteorologistas analisam as características do evento para confirmar se o fenômeno foi uma microexplosão atmosférica ou um tornado.
As equipes de socorro, Defesa Civil e serviços urbanos seguem nas ruas para desobstruir vias e restabelecer os serviços essenciais. A orientação das autoridades municipais é para que a população evite deslocamentos desnecessários e permaneça em casa enquanto os trabalhos de limpeza e reparo continuam.
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