O Museu da Inconfidência, localizado em Ouro Preto (MG), suspendeu o atendimento ao público e teve o prédio histórico fechado devido à falta de equipe de segurança. A interrupção das atividades ocorreu após os vigias que trabalhavam no local descobrirem que haviam sido demitidos pela empresa terceirizada responsável pelo serviço. Sem a presença dos profissionais, as salas de exposição permanecem vazias e com portas fechadas desde a última quarta-feira.
A medida surpreendeu moradores e turistas que tentaram visitar o espaço neste sábado. O museu ocupa a posição de espaço histórico mais visitado do país desde 2024 e reúne um acervo de valor incalculável para a história nacional.
A direção do Museu da Inconfidência busca uma alternativa emergencial para restabelecer o acesso do público enquanto um novo contrato não é firmado com outra empresa de segurança. O repórter Natanael Jonathas acompanhou a movimentação no local, onde turistas brasileiros e estrangeiros foram pegos de surpresa com a interrupção repentina das atividades.
Previsão de reabertura e valor do acervo histórico
A diretoria do museu informou que não estava autorizada pelo departamento jurídico a comentar detalhes sobre o encerramento do contrato com a empresa terceirizada. No entanto, a administração indicou que a previsão é reabrir o espaço para visitação na próxima semana, mediante sistema de agendamento prévio para os visitantes.
Inaugurado em agosto de 1944, o Museu da Inconfidência abriga quase 6 mil objetos em seu acervo. Entre as peças expostas estão obras produzidas por expoentes do barroco mineiro, como Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e Manuel da Costa Ataíde, o Mestre Ataíde.
Além das relíquias e obras de arte, a instituição conta com uma biblioteca composta por cerca de 20 mil itens. O prédio guarda também um arquivo documental dedicado ao período colonial de Minas Gerais.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber
