Jornal da Band

O que se sabe do ataque cibernético que paralisou aeroportos na Europa

Falha em software de companhia americana travou embarques em Londres, Berlim e Bruxelas; companhias não são obrigadas a indenizar passageiros

FELIPE KIELING

20/09/2025 • 19:38 • Atualizado em 20/09/2025 • 19:38

Um ataque cibernético atingiu os principais aeroportos da Europa e paralisou as operações de embarque e despacho de bagagens desde a noite de sexta-feira (19). Londres, Berlim e Bruxelas estão entre as cidades mais afetadas, com milhares de passageiros enfrentando filas intermináveis, atrasos e cancelamentos.

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Os sistemas responsáveis pela liberação de malas e autorizações de embarque deixam de funcionar e obrigam funcionários das companhias aéreas a adotar procedimentos manuais. Mesmo com aeronaves decolando neste sábado (20), os atrasos se acumulam, comprometendo conexões e cronogramas de tripulações.

O ataque teve como alvo o Muse, software da Collins Aerospace, empresa americana que fornece soluções integradas a diversos aeroportos. O sistema permite que companhias compartilhem balcões e portões de embarque, acelerando a operação em terminais de grande porte, como o de Heathrow, em Londres, o mais movimentado da Europa.

Passageiros sem compensação e normalização lenta

Companhias aéreas afirmam que a segurança dos voos não está em risco, mas reconhecem que a dependência de um único sistema digital expõe fragilidades operacionais. A previsão é de que a normalização leve alguns dias. Autoridades europeias já abriram investigação para identificar a origem do ataque e evitar novas ocorrências.

Apesar dos transtornos, as empresas não são obrigadas a indenizar os passageiros. Como o problema não é causado diretamente por elas, milhares de pessoas que perderam compromissos pessoais e profissionais não terão direito a compensação financeira.

Entre os relatos estão passageiros que deixam de comparecer a consultas médicas, reuniões importantes e até celebrações familiares. A pane nos sistemas mostra como a digitalização do setor aéreo, embora eficiente, pode se tornar um ponto crítico de vulnerabilidade quando atacada.