Uma onda de calor extremo, com temperaturas acima dos 40 graus, provoca crises no abastecimento de energia, racionamentos e impactos na agricultura em diversos países da Europa e da Ásia. As altas temperaturas e a seca prolongada afetam diretamente o funcionamento de usinas e a rotina da população.
Na Hungria, onde os termômetros marcaram 42 graus, a baixa histórica do Rio Danúbio obrigou o governo a reduzir a operação da única usina nuclear do país, que depende da água do rio para seu sistema de resfriamento. Diante do cenário, as autoridades húngaras adotaram medidas de racionamento, desligando a iluminação decorativa de edifícios históricos e orientando empresas e moradores a reduzirem o consumo de eletricidade durante a noite.
Sistemas elétricos e agricultura sob pressão na Europa
A falta de água nos rios europeus também afeta a Polônia. O baixo nível do Rio Vístula, o maior do país, forçou o desligamento de duas usinas termoelétricas. No Reino Unido, a seca severa atinge metade da Inglaterra e todo o País de Gales. A ausência de chuvas e as altas temperaturas ameaçam a produção agrícola britânica, com a colheita de cereais caminhando para registrar o pior resultado desde 1984.
A França se prepara para enfrentar a quinta onda de calor desde maio. Com a previsão de termômetros superando os 40 graus no sul do país, aumenta o risco de novos incêndios florestais. A área já destruída pelo fogo no território francês supera o recorde registrado em 2022. Como alternativa para fugir das temperaturas elevadas, turistas na Bósnia e Herzegovina recorrem à caverna Vjetrenica, local que mantém temperatura constante em torno de 11 graus durante todo o ano.
O calor atinge também outros continentes. Na Ásia, a Coreia do Norte registrou a temperatura mais alta da história de sua capital, Pyongyang, que alcançou 36,7 graus. Para aliviar os impactos do clima sufocante, o governo do país passou a divulgar recomendações de dieta à população, incluindo o consumo de suco de vegetais e de sopa de carne de cachorro.
No clima árido do deserto, os Emirados Árabes Unidos recorreram à tecnologia para amenizar as altas temperaturas. O governo promoveu a indução de chuvas artificiais na cidade de Dubai, refrescando a população local.
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