
Documento aponta necessidade de acionamento de usinas térmicas
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Resumo
Alerta do ONS indica necessidade de acionar usinas térmicas e possível retorno do horário de verão para manejar picos de consumo de energia no Brasil.
Relatório do Operador Nacional do Sistema Elétrico revela problemas na adaptação das redes de transmissão às fontes renováveis e previsão de aumento de 14% no consumo de energia até 2029.
Descompasso na geração de energia renovável, como solar, resulta em excesso durante o dia e escassez à noite, elevando a dependência de usinas térmicas e reconsideração de investimentos em hidrelétricas.
O órgão que administra o setor elétrico divulgou um alerta: o Brasil vai precisar acionar usinas térmicas para evitar apagões nos períodos de pico de consumo. A volta do horário de verão também entrou no radar.
Nos últimos anos, o Brasil avançou na diversificação da matriz e na adoção de fontes de energia limpa, como a solar e a eólica, mas o sistema ainda não acompanha essa transformação, o que acende o alerta para os próximos anos.
As redes de transmissão, por exemplo, ainda não estão adaptadas para lidar com a geração da energia solar e eólica.
Um relatório do Operador Nacional do Sistema Elétrico mostra uma piora na capacidade de geração de energia, e que o consumo deve aumentar, pelo menos, 14% até 2029.
O alerta é de um cenário preocupante nos horários de pico já para este segundo semestre: o período de seca, que vai até setembro, também pode piorar a situação.
O relatório também aponta que a oferta de energia deve acontecer até 2029, e que um terço desse aumento virá de fontes, como a geração solar.
Na prática, o país terá mais energia, mas nem sempre no momento certo. O crescimento das fontes de energia renováveis, como a solar, cria um descompasso: sobra de energia durante o dia, mas falta no fim da tarde e à noite, justamente quando o consumo dispara.
O ONS diz que o Brasil terá que recorrer às usinas térmicas e que o país deve retomar o investimento nas hidrelétricas. Nos anos 2000, elas representavam mais de 80% da energia produzida no país. Para os próximos anos, a previsão é de que respondam por menos da metade.
Outra solução apontada pelo ONS é a volta do horário de verão, suspenso desde 2019.
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