Jornal da Band

Operação prende 37 suspeitos de integrar quadrilha de roubo de caminhonetes

Ação coordenada pela Polícia Civil do Distrito Federal bloqueou R$ 16 milhões em bens e identificou esquema de troca de veículos por drogas na fronteira.

Da redação
DA REDAÇÃO

03/02/2026 • 19:36 • Atualizado em 03/02/2026 • 19:36

A Polícia Civil deflagrou uma operação em quatro estados para desarticular uma organização criminosa especializada no furto de caminhonetes de luxo. A ação, realizada nesta terça-feira (3), resultou na prisão de 37 pessoas e no cumprimento de mais de 100 ordens judiciais no Distrito Federal, Goiás, Ceará e Rio de Janeiro.

Compartilhar

O grupo é investigado por manter um esquema complexo que envolvia desde o desmanche de veículos para a venda de peças até o uso das caminhonetes como moeda de troca no narcotráfico internacional. Durante a ofensiva, a Justiça determinou o bloqueio de quase R$ 16 milhões em ativos financeiros dos investigados e o sequestro de bens de luxo, incluindo motos aquáticas.

Esquema de troca por drogas na fronteira

As investigações, coordenadas pela polícia do Distrito Federal, começaram após a detecção de um aumento atípico nos furtos de caminhonetes de luxo na região central do país. Com o auxílio de imagens de câmeras de segurança, os agentes conseguiram identificar o modus operandi e os integrantes dos núcleos da organização.

A quadrilha não se limitava ao comércio clandestino de peças. Parte dos veículos roubados era levada para as fronteiras com a Bolívia e o Paraguai. Nesses locais, as caminhonetes eram entregues a traficantes em troca de carregamentos de entorpecentes, que posteriormente eram distribuídos e vendidos em território brasileiro.

A estrutura do grupo era dividida em núcleos de atuação, que iam desde os responsáveis pela execução dos furtos até os encarregados da lavagem de dinheiro. Konrad Rocha detalha que o monitoramento da movimentação financeira foi essencial para asfixiar o braço econômico da quadrilha, permitindo o congelamento das contas bancárias utilizadas para movimentar o lucro do crime.

Líderes presos e penas previstas

Entre os 37 detidos na operação, três são apontados como os principais líderes da organização criminosa. Eles eram os responsáveis por gerenciar a logística de transporte dos veículos para outros estados e para os países vizinhos, além de coordenar a rede de desmanches.

Os investigados devem responder por uma série de crimes, incluindo furto qualificado de veículos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. De acordo com a Polícia Civil, se condenados, as penas somadas para esses delitos podem ultrapassar os 30 anos de prisão.

A operação continua em andamento para identificar outros possíveis integrantes do esquema e localizar veículos que ainda estejam em posse de receptadores. Os bens apreendidos e os valores bloqueados devem permanecer à disposição da Justiça para ressarcimento de danos e continuidade das investigações sobre a origem do patrimônio dos envolvidos.

Tópicos relacionados