Jornal da Band

Papa Francisco enfrentou corrupção e pedofilia; relembre

Mesmo enfraquecido pela doença, reforçou a luta contra as guerras, as injustiças, pediu paz e desarmamento no mundo

Da redação
DA REDAÇÃO

21/04/2025 • 19:45 • Atualizado em 21/04/2025 • 19:45

Na última aparição pública, no Domingo de Páscoa (20), Francisco abençoou milhares de fiéis na Praça de São Pedro, no Vaticano. Mesmo enfraquecido pela doença, reforçou a luta contra as guerras, as injustiças, pediu paz e desarmamento no mundo.

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Os indícios de suas principais preocupações já surgiram ao escolher o nome Francisco, inspirado em São Francisco de Assis, santo que dedicou a vida ao compromisso com os pobres.

Jesuíta, o primeiro Papa latino-americano foi na contramão do conservadorismo do antecessor, Bento Dezesseis. E apostou num papado voltado para os pobres, crianças, mulheres, imigrantes e marginalizados.

Logo de cara, renegou o luxo do Palácio Apostólico e foi morar num apartamento da Casa Santa Marta, uma hospedagem para religiosos viajantes.

Pedofilia e fraude financeira

Nos 12 anos como líder da Igreja Católica condenou a xenofobia contra imigrantes, defendeu homossexuais e liberou a bênção aos casais gays. Deu mais importância para as mulheres, nomeando freiras de todo o mundo para cargos importantes no Vaticano. E se aproximou de outras religiões, como a Igreja Ortodoxa, depois de mais de mil anos de separação.

Francisco tocou em uma das maiores feridas da Igreja Católica: os casos de pedofilia. Adotou uma postura de tolerância zero, expulsando padres e bispos, e criando comissões para investigar os crimes.

Também combateu casos de corrupção e lavagem de dinheiro dentro do Vaticano. Um cardeal italiano e antigo conselheiro, número três da Santa Sé, chegou a ser condenado a cinco anos de prisão por fraude financeira.

Papa no Brasil

Enquanto a saúde deixou, viajou pelo mundo. Foram mais de 50 países. A primeira viagem internacional foi para o Brasil em 2013, onde rezou uma missa para mais de três milhões de pessoas na praia de Copacabana.

Francisco trouxe antigos tabus para as discussões do dia a dia dos católicos. E pavimentou o caminho para as mudanças que sempre defendeu.