Jornal da Band

Passageira tem mala trocada por bagagem com 40kg de cocaína em Guarulhos

Vítima descobre fraude já dentro do avião após abordagem da Polícia Federal; investigação aponta envolvimento de funcionários terceirizados no aeroporto

Rodrigo Hidalgo
RODRIGO HIDALGO

15/05/2026 • 21:15 • Atualizado em 15/05/2026 • 22:01

Uma viagem para a Europa virou pesadelo para uma passageira que teve a mala trocada no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Já dentro do avião, a mulher descobriu que a etiqueta da bagagem dela tinha sido clonada e colocada em outra mala, que estava cheia de cocaína.

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O caso acendeu um alerta para passageiros que precisam despachar bagagens em voos internacionais, pois o esquema de troca de etiquetas é uma técnica conhecida de quadrilhas que atuam no tráfico internacional de drogas e ainda provoca medo e insegurança entre os viajantes.

A vítima do bando foi a psicoterapeuta Samantha Meyer, moradora de Brasília, que estava em um voo para Munique, na Alemanha. Já dentro do avião e aguardando o procedimento de decolagem, ela foi abordada por agentes da Polícia Federal. Foi nesse momento que a passageira descobriu que a etiqueta de uma das malas despachadas por ela tinha sido transferida para uma bagagem que continha 40 quilos de cocaína.

Detalhes da abordagem e investigação da Polícia Federal

Em relato sobre o momento da abordagem das autoridades dentro da aeronave, Samantha Meyer descreveu o desespero e o forte impacto de receber a notícia. A psicoterapeuta afirmou que perguntou ao agente o que havia dentro daquela bolsa e recebeu a confirmação de que se tratava de droga, especificamente 40 quilos de entorpecentes.

Samantha Meyer foi liberada pelas autoridades aeroportuárias logo após explicar detalhadamente o que levava em suas bagagens reais e informar seus dados pessoais para a checagem das equipes policiais.

A Polícia Federal instaurou um inquérito para investigar o caso e trabalha para identificar e prender os criminosos envolvidos no esquema. A principal suspeita dos investigadores é de que haja a participação direta de funcionários de empresas terceirizadas que atuam nos setores internos e de movimentação de carga do Aeroporto de Guarulhos, facilitando a manipulação das etiquetas de identificação.