Jornal da Band

Pernambuco avalia proibir banho de mar em mais áreas após ataque de tubarão

Governo estadual estuda ampliar restrições nas praias do Recife após duas pessoas sofrerem amputações

Da redação
DA REDAÇÃO

02/06/2026 • 19:57 • Atualizado em 02/06/2026 • 19:57

Ataque de tubarões em Pernambuco

Ataque de tubarões em Pernambuco

Reprodução/BandTV

As duas vítimas dos recentes ataques de tubarão em praias da Região Metropolitana do Recife seguem internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Restauração, na capital pernambucana. De acordo com informações das equipes médicas, o estado de saúde de ambos os pacientes, que sofreram amputações nas pernas, é considerado estável.

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Diante da recorrência dos incidentes, o governo de Pernambuco iniciou estudos para avaliar a possibilidade de ampliar as áreas onde o banho de mar é proibido. O objetivo é reforçar a segurança dos banhistas e minimizar os riscos de novos ataques na região.

Atualmente, mais de 140 placas de alerta estão espalhadas pelas praias da região metropolitana, uma medida imposta por decreto estadual que torna obrigatória a existência dos avisos.

Em Boa Viagem, local onde uma mulher perdeu a perna no início desta semana, a sinalização é ostensiva, mas o banho de mar não é proibido por lei. Nesses pontos, a decisão de entrar na água permanece sob responsabilidade individual de cada banhista.

A reação do público em relação aos alertas é diversificada. Enquanto alguns banhistas afirmam que ignoram a sinalização e seguem entrando no mar, outros asseguram que respeitam rigorosamente os avisos de perigo e evitam o contato com a água em áreas sinalizadas.

Endurecimento das normas

Em Jaboatão dos Guararapes, a situação é diferente: a entrada no mar é proibida por decreto em um trecho de dois quilômetros. Naquela área, quem desobedecer a ordem de restrição pode ser detido pela polícia.

O menino de 11 anos que sofreu uma mordida no quadril no último domingo (31) e também teve a perna amputada, encontrava-se em uma área onde o banho de mar era permitido, mas que já contava com alertas sobre a presença de tubarões.

O Corpo de Bombeiros atua de forma constante na orientação da população. O tenente Milson Gomes, oficial de operações de salvamento marítimo, destaca que o trabalho de patrulhamento e alerta aos banhistas é uma rotina exaustiva, focada na prevenção de novos incidentes.

O Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (CEMIT) colocou a revisão das áreas de banho como prioridade absoluta para este mês. Segundo a secretária executiva do comitê, Danise Alves, o estudo técnico deve fundamentar as próximas decisões do governo sobre restringir ou não o acesso de banhistas em outros pontos do litoral pernambucano, buscando um equilíbrio entre o lazer e a segurança pública.