
PF prende suspeito de planejar atentado no interior de SP
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A Polícia Federal prende, nesta quinta-feira (29), um jovem de 18 anos suspeito de planejar um atentado suicida no interior de São Paulo. A operação, realizada em Bauru, ocorre após alertas emitidos pelo FBI, o serviço de inteligência dos Estados Unidos, que identificou o risco iminente de um ataque.
Segundo os investigadores, o suspeito já havia adquirido produtos químicos destinados à fabricação de explosivos e se preparava para montar um colete com bombas, utilizando uma mistura de nitrato de amônia e óleo combustível.
O plano do investigado, cujo nome não foi revelado pelas autoridades, consistia em executar um ataque suicida em um evento programado para este mês de janeiro. O local específico do alvo planejado não foi divulgado pela polícia por questões de segurança. O homem já era monitorado pelos órgãos de inteligência desde o ano passado, após ser identificado em uma operação anterior da Polícia Federal em 2024.
Conexão com o Estado Islâmico
As investigações apontam que o jovem possui ligações com redes de extremismo. Na operação de 2024, o alvo principal era Thiago José Silva Barboza de Paula, apontado como recrutador do grupo terrorista Estado Islâmico no Brasil. Thiago foi preso, condenado a 11 anos de reclusão e permanece no sistema prisional.
Na época daquela operação, o suspeito detido hoje em Bauru ainda era menor de idade, o que influenciou os procedimentos legais de monitoramento. No entanto, mesmo após a prisão do recrutador, o jovem manteve-se ativo em plataformas digitais e fóruns de internet, onde discutia e compartilhava ideias extremistas.
Cooperação internacional e monitoramento
A interrupção do plano de atentado foi possível graças ao mapeamento da atuação do suspeito, fortalecido pela colaboração internacional. O FBI enviou alertas às autoridades brasileiras assim que detectou as comunicações e as intenções do indivíduo. A partir desses dados, a Polícia Federal conseguiu rastrear a compra dos insumos químicos e efetuar a prisão antes que o artefato fosse finalizado.
O suspeito permanece à disposição da Justiça e deve responder por crimes relacionados ao terrorismo e à preparação de atos violentos. A Polícia Federal mantém as investigações para identificar se houve auxílio de outras pessoas na tentativa de viabilizar o ataque.
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