O piloto do helicóptero que fez um pouso forçado no mar da praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (3), já foi sequestrado por bandidos há quase cinco anos, em setembro de 2021.
À época, Adonis Lopes foi rendido por dois criminosos armados que tinham contratado um voo particular. Eles ordenaram que o piloto voasse até o Complexo Prisional de Gericinó para resgatar traficantes.
Mas Adonis entrou em luta corporal com os bandidos e simulou uma queda nas proximidades do Batalhão da Polícia Militar de Bangu, fazendo com que os dois desistissem do plano. A dupla pulou na mata e fugiu.
Pouso de emergência no mar
Pelo menos três pessoas foram retiradas com vida de um helicóptero no mar da praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, na manhã desta sexta-feira (3). A ocorrência aconteceu na altura do posto 4, segundo informações do Corpo de Bombeiros.
A aeronave fazia um voo panorâmico e sofreu uma pane no motor e, por conta disso, precisou fazer um pouso forçado. De acordo com o Corpo de Bombeiros, as três pessoas resgatadas - piloto e dois turistas canadenses - foram atendidas na praia e liberadas em seguida, sem ferimentos.
Em entrevista ao repórter Amin Khader, da Band Rio, o piloto Adonis Lopes, um policial civil com 40 anos de experiência, relatou o pouso de emergência no mar da praia da Barra da Tijuca. Segundo ele, o motor da aeronave apagou.
“Era um voo normal, panorâmico, com turistas canadenses, e o motor apagou. É uma coisa muito difícil de acontecer na aviação, que é um motor ter uma pane, mas aconteceu. Consegui trazer o helicóptero para mais próximo da areia, o que facilitou o resgate dos passageiros”, disse o piloto à Band.
Segundo ele, os pilotos de helicóptero sempre estão pensando se houver pane, o que fazer, os procedimentos, treinamentos que foram feitos. Por conta disso, ele relata que não ficou nervoso e conseguiu levar o helicóptero para onde queria, próximo da areia.
Ele reforça que ninguém se machucou durante o pouso forçado. Segundo o piloto, os turistas estão bem, mas estão assustados.
De acordo com a FAB, profissionais especializados estão no local para coletar informações e dados da aeronave. Foram quase duas horas até que o helicóptero fosse completamente levado para a faixa de areia.
Segundo o sistema da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), trata-se do modelo Robinson R-44 da empresa Be Faster Servicos Aéreos Ltda, com o nome comercial de Rio 2 Fly Taxi Aéreo. A aeronave foi fabricada em 2012 e adquirida pela empresa em fevereiro e poderia fazer voos panorâmicos.
O Instituto Estadual do Ambiente (INEA) descartou vazamento de combustível no mar. Já a empresa Rio 2Fly, responsável pelo passeio turístico, não se manifestou.
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