A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, no final da tarde desta sexta-feira (30), o piloto de automobilismo Pedro Turra, de 19 anos. Ele é acusado de uma série de agressões violentas contra jovens na região de Águas Claras. A prisão ocorreu em seu apartamento após a Justiça acatar um novo pedido de detenção fundamentado em novos depoimentos de vítimas.
O caso ganhou repercussão após um adolescente de 16 anos ser agredido com socos na semana passada. O jovem continua internado em estado grave e permanece em coma. Durante o atendimento médico, a vítima precisou passar por um procedimento de emergência para conter um aneurisma, o que resultou na retirada de parte da calota craniana.
Relatos de tortura e novas vítimas
Além do caso do jovem em coma, novas denúncias surgiram nesta sexta-feira. Uma adolescente prestou depoimento à polícia e revelou detalhes de sessões de tortura. Segundo a jovem, ela foi obrigada pelo piloto a ingerir grandes quantidades de vodka contra sua vontade.
O delegado Pablo Aguiar, responsável pela investigação, detalhou a crueldade dos atos. Segundo ele, Pedro Turra utilizou um taser (arma de choque) contra a adolescente. A investigação aponta que o agressor descarregou o equipamento na jovem apenas para vê-la sentir dor, o que reforça o perfil violento analisado pelas autoridades.
A família do jovem que está em coma relatou que, após os socos desferidos por Turra, o adolescente bateu a cabeça na porta de um veículo e sofreu uma parada cardíaca que durou 12 minutos. Flávio Fleury, tio da vítima, expressou o abalo da família diante da gravidade das sequelas, ressaltando que o implante da calota craniana não pôde ser realizado de imediato para preservar a saúde do jovem.
Histórico de violência e investigação
A polícia também analisa provas de que o comportamento agressivo de Pedro Turra não é recente. Um vídeo registrado há seis meses mostra o piloto agredindo um homem após uma discussão de trânsito. As imagens foram anexadas ao inquérito para demonstrar a reincidência do suspeito em atos de violência física.
Durante entrevista coletiva realizada nesta tarde, o delegado Pablo Aguiar se emocionou ao falar sobre a brutalidade dos ataques e a situação das vítimas. Ele afirmou que a polícia trabalha para reunir todas as provas necessárias para que o autor responda pelos crimes de agressão e tortura atrás das grades.
O caso segue em investigação pela Polícia Civil, que busca identificar se outras pessoas foram vítimas do piloto. Pedro Turra permanece detido e à disposição da Justiça do Distrito Federal.
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