O Pix, principal meio de pagamento do Brasil, completa cinco anos, consolidando-se no mercado financeiro nacional. Atualmente, os brasileiros realizam mais de 2,3 mil Pix por segundo.
Dados divulgados hoje pelo Banco Central (BC) mostram que o Pix já representa 50,9% de todas as transações financeiras realizadas no país. Desde sua criação há cinco anos, o dinheiro em espécie se tornou mais raro no comércio, e a quantidade de saques em caixas eletrônicos, bancos e lotéricas caiu cerca de 40% desde 2020.
O Pix é popular também entre os vendedores, que se livram das taxas cobradas pelos cartões.
Novidades à vista: Pix Parcelado e Pix Offline
O Banco Central planeja lançar novidades que tendem a aumentar ainda mais a participação do Pix no mercado. Uma dessas inovações, prevista para o fim deste ano, é o Pix Parcelado, que terá funcionamento semelhante ao do cartão de crédito.
Eduardo Sgobbi, CEO do Edan Finance Group e executivo de finanças especializado em meios de pagamento, explica que o Pix Parcelado será uma nova linha de crédito, permitindo ao consumidor ter mais opções, como: uma parte do crédito no cartão, outra no Pix e um adicional no cheque especial.
O Banco Central também estuda a criação do Pix Offline, que permitirá pagamentos mesmo sem conexão à internet, e o Pix Internacional, para compras no exterior.
Lançamentos de 2025 e segurança
Ao longo de 2025, duas novidades foram lançadas: o Pix Automático, que funciona como um débito automático em conta, e o botão de contestação, que auxilia na recuperação de valores em casos de golpes.
Nos últimos anos, o Pix entrou na mira dos criminosos, que o utilizam como forma rápida de subtrair dinheiro das vítimas. Por isso, Eduardo Sgobbi ressalta a importância de as instituições financeiras melhorarem as camadas de proteção para deixar as transações mais seguras.
Como medida de segurança adicional, a partir de dezembro será possível bloquear a criação de novas chaves Pix vinculadas ao CPF do usuário por meio do site Registrato, do Banco Central.
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