Na praia de Copacabana, um show com duas milhões de pessoas na areia no show da cantora Lady Gaga. Na internet, um plano para um atentado que tinha tudo para terminar em tragédia.
Durante a operação Fake Monster, deflagrada no sábado (3), Luis Fabiano da Silva foi preso em flagrante por posse ilegal de arma, no Rio Grande do Sul. Segundo a polícia, ele era um dos mentores do plano, ao lado do adolescente apreendido, no Rio, por armazenar pornografia infantil.
Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em São Paulo e Mato Grosso. Celulares e computadores foram apreendidos e passarão por perícia.
O alerta chegou ao disque-denuncia dias antes do evento: O grupo que atua na plataforma Discord planejava "um atentado no show da Lady Gaga", com "coquetel molotov e mochilas explosivas", que seriam detonadas por "menores de idade".
As explosões na hora do show poderiam ter deixado centenas de vítimas em Copacabana. A investigação revelou que era tudo parte de um desafio proposto num servidor fechado do Discord. O objetivo? Ganhar status e subir na hierarquia da comunidade. Porém, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a polícia foram acionados, e conseguiram evitar o pior.
“Estavam ali claramente falando que iriam fazer um atentado ao show da cantora Lady Gaga, de cunho de orientação sexual, para atingir o público LGBTQIA+”, declarou o secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi.
Os crimes investigados são: terrorismo, incitação ao crime e associação criminosa qualificada pela participação de adolescentes.
Discord: discurso de ódio e ações de grupos extremistas
Esse não é o primeiro caso envolvendo a plataforma Discord. Criado para reunir jogadores online, a rede social virou terreno fértil para discursos de ódio e ações de grupos extremistas.
Em fevereiro, um ataque a uma pessoa em situação de rua foi transmitido ao vivo. Em São Paulo, o ataque a uma escola também foi planejado.
“Os canais da polícia funcionam muito bem. Então, quando se manda a denúncia por lá, tem resolvido. A gente não pode culpar a tecnologia. A gente tem que tirar o criminoso que tá dando destino diferente para algo que foi criado com a finalidade ilícita”, disse Alessandro Barreto, coordenador do Ciberlab do Ministério da Justiça.
Em nota, o Discord afirmou que tem política rigorosa contra discurso de ódio e incitação à violência - e que vem colaborando com as autoridades.
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