Jornal da Band

Polícia acha camisas autografadas por Neymar em operação contra o PCC

Apreensão ocorreu na casa do filho de um dos chefes da facção, em Campinas; Ministério Público avalia ouvir o jogador, que não é investigado

Rodrigo Hidalgo
RODRIGO HIDALGO

31/10/2025 • 21:17 • Atualizado em 31/10/2025 • 21:17

As autoridades encontraram camisas da Seleção Brasileira autografadas pelo jogador Neymar na casa de um dos alvos de uma operação contra a lavagem de dinheiro do crime organizado em Campinas, interior de São Paulo. O Ministério Público (MP) afirma que os itens se tornaram uma pista que pode ajudar a localizar um dos chefes mais procurados da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

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As camisas autografadas foram apreendidas na residência de Sergio Luiz de Freitas Neto, filho de Sérgio Luiz de Freitas, conhecido como "Filha". Freitas Neto está preso. O pai, Sérgio Luiz de Freitas, é considerado um dos chefões do PCC mais procurados do país e, segundo a investigação, estaria escondido na Bolívia.

A apreensão das camisas levanta a suspeita do MP de que o chefe do PCC possa estar frequentando o Brasil.

Posicionamento de Neymar e detalhes da operação

O jogador Neymar não é investigado pelo Ministério Público, mas a instituição avalia a possibilidade de ouvi-lo para esclarecer a origem das camisas.

Em nota, a assessoria de Neymar afirmou que o atleta não possui qualquer ligação com o caso. A nota destaca que o jogador já autografou milhares de camisas para torcedores e instituições, o que classifica como um ato de carinho com os fãs, sem qualquer relação pessoal com o caso ou os envolvidos.

A operação policial, que envolveu as Polícias Civil e Militar, é um desdobramento de ações que desarticularam, em agosto, um plano do PCC para assassinar um promotor de Justiça, também em Campinas.

O grupo criminoso utilizava um esquema complexo para ocultar a origem de milhões de reais obtidos por meio do tráfico de drogas. O método incluía o uso de empresas, imóveis e depósitos fracionados em caixas eletrônicos.

Ao todo, seis pessoas foram presas na ação, incluindo empresários e agiotas. Um suspeito morreu em confronto com a Polícia Militar. Sérgio Luiz de Freitas Filho, o "Filha", continua foragido.

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