
Canetas emagrecedoras são apreendidas no Mato Grosso do Sul
Reuters
A Polícia Rodoviária Federal apreende mais de 100 unidades de canetas emagrecedoras contrabandeadas em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul. O flagrante ocorre durante uma fiscalização de rotina na região de fronteira, quando os agentes localizam os medicamentos de alto custo escondidos no interior do estepe de um veículo de passeio. A carga ilegal, composta por fármacos que exigem controle rigoroso, não possuía documentação fiscal ou autorização sanitária para importação.
O motorista do automóvel é detido em flagrante pela equipe policial. Durante o interrogatório preliminar, o homem confessa que adquiriu os produtos em território paraguaio. Ele afirma aos policiais que o destino final da mercadoria seria a cidade de São Paulo, onde os itens seriam distribuídos.
A prática configura crime de descaminho e importação irregular de medicamentos, infrações que geram riscos à saúde pública devido à ausência de garantia sobre a procedência e o armazenamento adequado das substâncias.
Investigação e riscos do mercado ilegal
A apreensão reflete uma tendência de alta no contrabando de medicamentos voltados ao tratamento da obesidade e diabetes. Segundo as autoridades, o método de ocultação no pneu reserva é uma tentativa comum de burlar a fiscalização nas rodovias que ligam a fronteira com o Paraguai aos grandes centros urbanos do Sudeste.
O transporte desses medicamentos em compartimentos como estepes compromete a eficácia dos princípios ativos, uma vez que as canetas emagrecedoras geralmente exigem refrigeração e cuidados específicos de manuseio. A Polícia Federal assume a investigação do caso para identificar possíveis redes de distribuição que operam entre o Paraguai e o mercado paulista.
O condutor permanece à disposição da Justiça e o veículo, junto com a carga, é encaminhado para a Receita Federal. O material apreendido passará por perícia técnica antes de ser catalogado e, posteriormente, destinado à destruição ou descarte conforme as normas de vigilância sanitária. A operação reforça o monitoramento nas rotas de entrada de produtos farmacêuticos ilegais no país.
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