A Polícia Civil de Minas Gerais investiga as circunstâncias da morte de Manoel Cardoso de Brito, de 68 anos, que teve uma pinça cirúrgica esquecida em seu corpo durante um procedimento médico. O paciente realizou uma cirurgia para tratar uma úlcera gástrica no Hospital Municipal de João Pinheiro, localizado na região Noroeste do estado. Segundo relatos de familiares, o instrumento médico foi deixado na cavidade abdominal após a operação inicial.
A irregularidade foi detectada apenas quando a família teve acesso a um exame de tomografia realizado pelo paciente. Ao identificar o objeto estranho, os médicos submeteram Manoel a uma segunda intervenção cirúrgica de emergência para a retirada do instrumento.
No entanto, o idoso apresentou complicações e não resistiu ao novo procedimento. A investigação policial busca determinar se houve negligência médica e qual a relação direta do esquecimento do objeto com o óbito.
Providências das autoridades e do hospital
A Secretaria Municipal de Saúde de João Pinheiro informa que já instaurou uma sindicância administrativa para apurar as responsabilidades internas sobre o ocorrido. O objetivo é identificar toda a equipe presente no centro cirúrgico durante a primeira operação e entender por que a contagem de instrumentos, protocolo padrão em cirurgias, falhou.
A Polícia Civil também conduz um inquérito paralelo. Os agentes aguardam os laudos periciais e o prontuário médico completo de Manoel Cardoso de Brito para anexar ao processo. Depoimentos de parentes e dos profissionais de saúde envolvidos no atendimento devem ser colhidos nos próximos dias para esclarecer a cronologia dos fatos entre a descoberta da pinça e a falência do paciente.
O caso gera repercussão na região e levanta discussões sobre segurança do paciente em unidades públicas de saúde. A administração municipal afirma colaborar integralmente com as investigações e promete transparência no desfecho da sindicância. Até o momento, não houve confirmação sobre o afastamento preventivo dos profissionais envolvidos. O corpo de Manoel foi encaminhado para exames complementares antes da liberação para os atos fúnebres.
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