Resumo
A Polícia Civil de São Paulo indiciou por homicídio com dolo eventual os três proprietários da academia C4 GYM, após a morte de uma mulher intoxicada pelo cloro da piscina e ferimentos graves em outras seis pessoas, ocorridos devido à inalação de vapores químicos.
O inquérito policial apontou que os proprietários assumiram o risco de provocar mortes ao agirem de forma negligente na manipulação de substâncias químicas usadas na manutenção da água, resultando em uma nuvem tóxica que atingiu alunos e funcionários no local.
O delegado Alexandre Bento pediu à Justiça a prisão dos proprietários Cezar Miquelof, Cesar Bertoloto e Celso Bertolot, destacando a ausência de protocolos de segurança e descaso com normas técnicas, enquanto o processo segue para análise do Ministério Público e o manobrista Severino José da Silva não foi indiciado.
A Polícia Civil de São Paulo indiciou por homicídio com dolo eventual os três proprietários de da academia C4 Gym, onde a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, morreu intoxicada pelo cloro da piscina. O incidente, ocorrido após a inalação de vapores químicos, também afetou outras seis pessoas, que passaram mal após uma aula de natação.
De acordo com o inquérito policial, os proprietários assumiram o risco de provocar mortes ao agirem de forma negligente na manipulação de substâncias químicas utilizadas na manutenção da água. A investigação detalha que o manuseio incorreto dos produtos gerou uma nuvem tóxica que atingiu os alunos e funcionários presentes no estabelecimento.
Pedido de prisão e responsabilidade técnica
Diante da gravidade dos fatos e da conduta dos investigados, o delegado Alexandre Bento, responsável pelo caso, solicitou à Justiça a prisão dos três proprietários: Cezar Miquelof, Cesar Bertolo e Celso Bertolo. Para a polícia, a ausência de protocolos de segurança e o descaso com as normas técnicas de limpeza da piscina foram determinantes para o desfecho fatal. Os 3 deram depoimento à polícia nesta quareta (11), que durou cerca de três horas.
O dolo eventual, aplicado neste indiciamento, ocorre quando o agente, embora não queira diretamente o resultado morte, aceita a possibilidade de que ele aconteça devido à sua conduta irresponsável. O processo agora segue para análise do Ministério Público, que decidirá se oferece denúncia contra o trio.
A defesa dos donos da academia afirmou que já entrou na Justiça contra o pedido e que os clientes estão colaborando com as investigações.
Já Severino José da Silva, manobrista e responsável pelo manuseio dos produtos químicos na piscina, não foi indiciado neste momento.
O Ministério Público abriu investigação para saber se as outras academias da rede C4 Gym têm alvará de funcionamento e Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).
Nova vítima
A polícia também confirmou uma sétima vítima: uma criança de 5 anos que passou mal depois da aula de natação. Em depoimento, uma das alunas da academia relatou que, ao longo de um ano, houve episódios de água turva e temperatura acima do recomendado. Ela também citou problemas estruturais, como ralos quebrados, lâmpadas queimadas e fiação exposta.
Segundo a aluna, as reclamações eram respondidas com pedidos de desculpas e a justificativa de que o local estava em reforma.
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