
Ruy Ferraz Fontes
Reprodução/ Brasil Urgente
A principal suspeita é que o crime envolvendo a morte do delegado Ruy Ferraz esteja ligado à atuação dele dentro da prefeitura de Praia Grande, no litoral paulista. A Justiça decretou a prisão temporária de dois suspeitos, que continuam foragidos.
Uma semana antes do crime, Ruy confidenciou a amigos que vinha combatendo irregularidades em contratos dentro da prefeitura de Praia Grande, contrariando interesses que podem estar ligados ao crime organizado. A suspeita envolve também ex-policiais de alta patente.
Durante o velório, o prefeito de Praia Grande disse que Ruy não relatou nenhuma ameaça recente e que estava concentrado no trabalho.
“Ele tava focado, tinha virado a página policial para ir para o lado administrativo. Então tudo era no detalhe, como ele sempre fez”, disse o prefeito Alberto Mourão.
Pelo menos dois carros foram usados pelos assassinos, o que foi usado na execução foi incendiado. O outro, que teria dado apoio na fuga, foi encontrado abandonado. Ao lado dele, a polícia apreendeu um carregador de arma de uso exclusivo das Forças Policiais do estado.
Operação contra suspeitos
Na manhã desta quarta-feira (17), uma operação da polícia cumpriu oito mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos na capital e Grande São Paulo. A família de um deles foi levada até a delegacia para ser interrogada. A mãe e irmão negaram saber qualquer informação sobre a localização dele.
O ex-delegado-geral da polícia de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, atuava como Secretário de Administração de Praia Grande, no litoral paulista. Ele foi morto em uma emboscada. Os criminosos pararam o carro alguns metros à frente da Prefeitura e atiram pela janela assim que o carro dele passo.
Ruy ainda conseguiu fugir por alguns metros, até que capotou o carro ao ser atingido por um ônbus. Os bandidos descem e, em seguida, disparam contra ele novamente.
A vítima usava um carro blindado, mas estava em um comum no dia do crime. Para a polícia, os criminosos sabiam disso e tiveram informações privilegiadas da movimentação do delegado.
A perícia coletou material genético e impressões digitais que ajudaram a polícia a identificar dois suspeitos. Agora, a investigação vai fazer um cruzamento com o banco de dados criminal do estado de São Paulo e de outros órgãos para tentar identificar os demais envolvidos no crime.
Ruy Ferraz trabalhou como delegado em São Paulo por 40 anos. Foi um dos pioneiros no combate ao PCC e já foi jurado de morte pela facção. A polícia não descarta que a morte seja uma retaliação do crime organizado.
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