A Polícia Civil de Pernambuco investiga a morte do cabo da Polícia Militar José Maria da Silva Júnior, de 40 anos, ocorrida no apartamento da ex-namorada, de 48 anos. O óbito foi registrado após o militar ingerir uma bebida em um encontro na residência da mulher. O caso é tratado como uma possível tentativa de envenenamento seguida de desfecho fatal para o suspeito, que possuía um histórico de agressões contra a ex-companheira.
Segundo as informações iniciais colhidas pelos investigadores, o cabo da PM deslocou-se até o imóvel da mulher, mesmo existindo uma medida protetiva em vigor contra ele. Dias antes do ocorrido, o policial teria enviado mensagens com ameaças, exigindo que a vítima retirasse a ordem judicial que o impedia de se aproximar dela. Durante o encontro, enquanto ambos consumiam energéticos, a mulher notou uma movimentação estranha relacionada às taças que utilizavam.
Troca de taças e versão da defesa
À polícia, a mulher afirmou que costuma marcar com um pequeno ponto preto as taças destinadas a hóspedes de seu apartamento. Ao retornar de um breve afastamento para buscar gelo a pedido do policial, ela percebeu que as taças haviam sido trocadas. Temendo por sua vida, ela solicitou que o homem colocasse suas botas na varanda, aproveitando o momento para destrocar os recipientes.
O advogado da mulher, Rafael Nunes, detalhou a dinâmica relatada pela cliente: "Quando ela colocou a taça e o energético, ela colocou a tacinha com um pontinho. E quando foi buscar o gelo a pedido dele, percebeu que as taças teriam sido trocadas. Então, naquela situação de perplexidade, de medo, de angústia, ela viu a saída e pediu para que ele pegasse a bota dele e colocasse na varanda. Ocasião em que ela destrocou as taças".
Itens suspeitos e apuração técnica
Após ingerir a bebida da taça que havia sido manipulada, o cabo da PM passou mal. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para prestar socorro, mas o militar não resistiu e morreu no local. Durante a revista feita pelos policiais após o episódio, foram encontrados na mochila do homem um facão, entorpecentes e medicamentos.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), que realizará exames toxicológicos para determinar a causa exata do óbito e confirmar se houve envenenamento. A Polícia Civil prossegue com o trabalho de apuração para esclarecer todos os detalhes da dinâmica do caso e a procedência do material encontrado com a vítima.
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