Jornal da Band

Polícia investiga o desaparecimento de jornalista britânica em São Paulo

Fluente em português, Charlotte chegou ao Brasil em 2020 e morou no Rio de Janeiro por dois anos. Depois, ela retornou para a Europa e, em novembro do ano passado, voltou a viver no Brasil

Rodrigo Hidalgo
RODRIGO HIDALGO

19/02/2025 • 19:48 • Atualizado em 19/02/2025 • 19:48

A polícia investiga o desaparecimento de uma jornalista britânica, em São Paulo. A última pessoa com quem ela teve contato há 11 dias foi uma amiga, também estrangeira, que mora no Rio de Janeiro.

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Policiais civis de São Paulo seguem buscando pistas sobre o paradeiro de Charlotte Alice Peet, de 32 anos, que atua como freelancer e já produziu reportagens para veículos internacionais, como Al Jazeera, The Telegraph, The Time e The Independent com temas como a pandemia da covid-19 e a violência no Rio de Janeiro.

Fluente em português, Charlotte chegou ao Brasil em 2020 e morou no Rio de Janeiro por dois anos. Depois, ela retornou para a Europa e, em novembro do ano passado, voltou a viver no Brasil.

De acordo com uma amiga americana que mora no Rio e que registrou o desaparecimento, o último contato com a jornalista foi em 8 de fevereiro. Na mensagem, Charlotte disse que estava em São Paulo, que pretendia seguir para o Rio e que estava procurando um lugar para ficar.

Em seguida, a amiga disse que não poderia recebe-la. Dias depois, a família de Charlotte entrou em contato relatando o desaparecimento.

A mulher relatou que a família de Charlotte acreditava que ela estava “farreando” muito e que estava instável mentalmente. Por isso, ela deixou o Brasil pela primeira vez. Agora, na segunda passagem, os familiares acreditavam que Charlotte estava bem.

No dia 4, ela anunciou em um grupo no Facebook que estava à procura de um quarto duplo em Londres.

O desaparecimento ganhou repercussão internacional e tem sido noticiado em vários veículos de comunicação. Em entrevista a um jornal britânico, o pai de Charlotte disse que ela veio ao Brasil do ano passado sem avisar a família.

A embaixada do Reino Unido no Brasil disse que acompanha o caso e oferece suporte aos pais da jornalista. A Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil pediu que as autoridades intensifiquem as buscas.

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