Jornal da Band

Polícia ouve testemunhas de ataque a tiros em escola técnica no Rio

Funcionário afastado por problemas psiquiátricos invadiu o colégio, matou duas servidoras e depois cometeu suicídio; vítimas eram Allane de Souza Pedrotti Mattos e Layse Costa Pinheiro

Marcus Sadok
MARCUS SADOK

30/11/2025 • 17:49 • Atualizado em 30/11/2025 • 17:49

A Polícia Civil do Rio de Janeiro se prepara para ouvir, na próxima semana, testemunhas do ataque a tiros ocorrido em uma escola técnica na cidade. O incidente resultou na morte de duas funcionárias do colégio e no suicídio do atirador, que também era servidor da instituição.

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O atirador foi identificado como João Antônio Miranda Tello Gonçalves. Ele havia sido afastado do trabalho por problemas psiquiátricos antes de cometer o ataque. Gonçalves invadiu o colégio e matou a tiros duas colegas antes de tirar a própria vida.

As vítimas do ataque foram identificadas como Allane de Souza Pedrotti Mattos e Layse Costa Pinheiro. Allane era Chefe da Divisão de Acompanhamento e Desenvolvimento de Ensino. Ela era doutora em Letras, com formação no Brasil e na Dinamarca, além de ser cantora e compositora. Layse era psicóloga escolar e formada em Psicologia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), sendo também apaixonada por música e dança de salão.

Um amigo de Allane relatou que ela era perseguida pelo funcionário que cometeu o ataque.

Pânico e Reação de Estudantes

Durante o tiroteio, a escola técnica foi tomada pelo pânico. Estudantes e professores presentes no local buscaram desesperadamente se proteger. Em um esforço para impedir que o atirador invadisse as salas de aula, eles utilizaram mesas e cadeiras como barricadas contra Gonçalves.

A investigação da Polícia Civil concentra-se agora em colher os depoimentos das testemunhas. O objetivo é estabelecer a cronologia exata do ataque, entender a motivação do agressor e apurar se havia falhas de segurança na escola. O foco inicial é detalhar a relação entre o atirador, João Antônio Miranda Tello Gonçalves, e as vítimas, Allane de Souza Pedrotti Mattos e Layse Costa Pinheiro, especialmente diante do relato de perseguição.

O inquérito deve esclarecer as circunstâncias do afastamento de Gonçalves por problemas psiquiátricos e se houve comunicação adequada entre a direção da escola e as autoridades sobre o seu estado.

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